Mensagens

April Fool

Imagem
Come be my April Fool
Come you're the only one
Come on your rusted bike
Come we'll break all the rules

We'll ride like writers ride
Neither rich nor broke
We'll race through alleyways
In our tattered cloaks so



Come be my April Fool
Come we'll break all the rules

We'll burn all of our poems
Add to God's debris
We'll pray to all of our saints
Icons of mystery
We'll tramp through the mire
When our souls feel dead
With laughter we'll inspire
Then back to life again



Come you're the only one
Come be my April Fool
Come come
Be my April Fool
We'll break all the rules



Patti Smith

Rice Hand

Imagem
Manifesto da Rede
Soneto XVII
No te amo como si fueras rosa de sal, topacio O flecha de claveles que propagan el fuego: Te amo como se aman ciertas cosas oscuras, Secretamente, entre la sombra y el alma. Te amo como la planta que no florece y lleva Dentro de si, escondida, la luz de aquellas flores, Y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo El apretado aroma que ascendio de la tierra. Te amo sin saber como, ni cuando, ni de donde, Te amo directamente sin problemas ni orgullo: Asi te amo porque no se amar de otra manera, Sino asi de este modo en que no soy ni eres, Tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mia, Tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.
Pablo Neruda, Cien Sonetos de Amor (1959)
Amanhã

Measure for Measure

Imagem
“E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada. Porque, ao que tem, ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.”
Evangelho de S. Marcos (4.24-25)


Regresso das compras semanais de supermercados sem escolha nem consumidores, transporto-me por sistemas cada vez mais fechados e, a abarrotar em traçados parados, vias livres de comércio quase a serem portajadas de múltiplas fronteiras. Com a chegada da nova miséria, somos todos gregos e, a modos de pirataria, repito a porta larga e seu repasto frente à extinta sede da banda dos guises; na ausência do calor fraterno, (pre)sinto a mesma vocação do professor mattoso como um vírus a espalhar-se pelas criaturas transgressoras que se massacram e só penso na fuga pelo caminho da verdade – vou por estrada luminosa e coralina, de carne, sonho e bruma, vencendo as barreiras desta lógica partidária.

“Ao contrário do que a generalidade das religiões defende…

Double Negative (艾未未)

Imagem
Never Sorry
"No último século, a construção industrial foi a mais importante e funcional atividade da humanidade. Mas, quando este tipo de atividade teve início, ninguém falava no seu valor artístico. A um nível muito alto, a indústria é a nossa religião. Ela foi a maior missão levada a cabo pela humanidade nos últimos 200 anos. Mas há várias centenas de anos tudo era muito diferente.  Daí que, se falarmos deste tipo de construções da perspectiva da civilização, elas adquirem grande valor [transformação de grandes unidades industriais de Pequim em centros de arte]. Infelizmente, pouca gente pensa assim. E não falo só do povo chinês. Digo que o homem é um animal de vistas curtas. É um animal que deita abaixo a ponte depois de ter atravessado o rio. Chama exaustivamente a atenção para aquilo de que precisa mas, quando já não precisa disso, muda a sua decisão. São características intrínsecas ao ser humano que tanto valem para a China como para o resto do mundo. Só digo que nalguns s…

Ocupy (All)Street

Imagem
"Sobre la libertad o esclavitud de negros africanos e indígenas americanos es significativa una marcada diferencia en las declaraciones papales. En el siglo quince diversas bulas y decretos papales - Dudum cum ad nos (1436) y Rex Regum (1443), de Eugenio IV, Divino amore communiti (1452) y Romanus Pontifex, (1455), de Nicolás V, Inter caetera (1456) de Calixto III y Aeterni Regis (1481) de Sixto IV -, letras apostólicas de cruzada, algunas, de conquista evangelizadora otras, avalaron y legitimaron la servidumbre forzada de los africanos negros llevada a cabo por la corona portuguesa. Por el contrario, la bula Inter caetera (1493) de Alejandro VI insiste en la conversión de los nativos americanos, suponiendo su libertad, y la Sublimis Deus (1537) de Pablo III proclama esa condición y amenaza con la excomunión a quien los esclavice. Como español y hombre de iglesia, por consiguiente, Las Casas se sentía firmemente compelido a protestar a viva voce contra la esclavitud indígena. La…

Macht Frei

Imagem
[…] Valadares (surpreendido) – Que se passa? Há algum problema? Três já fazem comissão… Jerónimo (com serenidade que cobre uma exaltação profunda) – Está uma revolução na rua. Que é que o jornal vai fazer? Quando é que começam a ir originais para dentro? (Toda a gente se põe de pé, estupefacta. Torres e Cláudia simulam o melhor que podem. De todos os lados rompem exclamações, e as pessoas aproximam-se do centro. Os três tipógrafos estão sereníssimos) Valadares – O quê? Uma revolução? (Olha para os jornalistas, desconcertado.) Vocês não… Que raio quer isto dizer? Se é brincadeira, fiquem sabendo… Josefina – É capaz de ser outro boato. Afonso – Não é boato. É verdade. Jerónimo, Damião – O que é que o jornal vai fazer? Valadares – Esperem lá, esperem lá… Deixem-me pensar. Como foi que vocês tiveram conhecimento? Quem foi que lhes disse? Damião – Soubemos. Quem foi, ou donde foi, não interessa. Não é boato, nem brincadeira. É verdade. E a sério. Fonseca (aproximando-se mais) – Muito bem. Admitamo…

Then Farewell

Imagem
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.



Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.

De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.


Credo (Sub)version

Imagem
De pé, cantar, que vamos triunfar
Avançam já bandeiras de unidade
Já vão crescendo brados de vitória
E tu verás teu canto e bandeira, florescer
A luz de um rubro amanhecer,
Milhões de braços fazendo a nova história.

De pé, marchar, que o povo vai triunfar
Agora já ninguém nos vencerá
Nada pode quebrar nossa vontade
E num clamor mil vozes de combate nascerão
Dirão, canção de liberdade;
Será melhor a vida que virá.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando avante

O povo unido jamais será vencido

O povo está forjando a unidade
De norte a sul, na mina e no trigal
Somos do campo, da aldeia e da cidade
Lutamos unidos pelo nosso ideal, sulcando
Rios de luz, paz e fraternidade
Aurora rubra serás realidade

De pé, cantar, que o povo vai triunfar
Milhões de punhos impõem a verdade
De aço são, ardente batalhão
E as suas mãos levando a justiça e a razão
Mulher, com fogo e com valor
Estás aqui junto ao trabalhador.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando ava…

Euro Bond

Imagem
"A Europa tem larguíssima responsabilidade no tipo de soluções encontradas, invariavelmente tardias. E quando toma as decisões, já está desajustada das necessidades. É uma permanente corrida atrás das realidades."

"Temos uma enorme crise de qualidade de lideranças e do ponto de vista económico, a Europa é mais ultraliberal do que os EUA. Percebe-se no Parlamento Europeu a violência do conflito ideológico, ao mesmo tempo que cresce a olhos vistos o criticismo e mecanismos de egoísmo brutais."

Future Throne

Imagem
Apenas para um jantar, pensado e repetido, mas agora de aniversário com estreia da filha catita, revisitar os casais e trazê-los à realidade que cada novo tempo se vai traduzindo na calma do sentir (espero que serenidade); pelas ruas que fazem o antigo passeio de santa apolónia ao cais do sodré, com reparo na inscrição do celeiro real, por baixo da oliveira em frente à casa pronta a usar, a iluminação da conceição velha, as linhas do eléctrico a serem limpas para completar a nova praça, um arsenal abandonado de lojas fechadas e vandalizadas e todas as linhas suburbanas feitas com a lentidão do passeio marítimo e exemplar dos espaços actuais.


Encontro na paróquia natal com a festa do coro, visitamos a piramidal exposição da dádiva forçada de obras como forma dos artistas pagarem os seus impostos, recebemos bijuteria e naperons na quermesse, atravessamos o jardim na foz da ribeira de barcarena com patos, peixes e controle biofelino de outras pragas, a primeira estação de cantoneiros e …