Mund'Ego
Entre el gran Duero y Tajo, el buen Mondego (ya Munda, que es decir, clara agua y pura) Se va por los sus campos paseando; Parece que, saliendo d’estrechura, El trabajo vencido, entra el sociego, Y quedo a su ciubdad muestra va dando. Sá de Miranda Doces e claras águas do Mondego, Doce repouso de minha lembrança Onde a comprida e pérfida esperança Longo tempo após si me trouxe cego. (…) Mas a alma, que de cá vos acompanha, Nas asas do ligeiro pensamento Pera vós, águas, voa, e em vós se banha. Luís de Camões Surdo murmúrio do rio A deslizar, pausado, na planura. Mensageiro moroso De um recado cumprido, Di-lo sem pressa ao alarmado ouvido […] Miguel Torga Ai oh água do Mondego Ai águas do mondeguinho Num dos teus barcos à vela Seguirei o meu caminho Ai oh água do Mondego Ai águas do mondeguinho Deixa-me beber-te as águas Que me vou pôr a caminho .