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A mostrar mensagens de abril, 2018

Blazing Read

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En el cielo la princesa llora sobre el cuerpo del príncipe ciego. Caen dos lágrimas dentro de sus ojos y él puede ver. El rescate. Las lágrimas. Cuéntamelo otra vez. El pelo que cae de la torre. Dejo descansar el libro sobre tu pecho, en la cama. Siempre te leeré. Te lo prometo. Te leeré cuentos siempre, a medida que pasen los años. No te lo dije. Era lo que quería decir. Recuerdo fragmentos de historias de este libro de mi niñez, el resto está vacío. Los cisnes que se van volando. La hermana que cose flores en las camisas. El hermano menor con un ala, un ala de cisne blanco que sobresale por la camisa inacabada, las plumas tiernas, el flojel, la esposa malvada por siempre encerrada para que nadie pueda ver su cara nunca, entonces, ahora, al pasar el tiempo, junta y separada, joven y madura, enferma y matándose con la bebida en casa. Él guarda silencio. Ahora recuerdo lo que había olvidado. He olvidado pero cómo es posible que recuerde que olvido. Los entierros son casi siempre...

ٹمبکٹو

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“And if, as all philosophers on the subject have noted, art is a human activity that relies on the senses to reach the soul, did it not also stand to reason that dogs -- at least dogs of Mr. Bones' caliber -- would have it in them to feel a similar aesthetic impulse? Would they not, in other words, be able to appreciate art? As far as Willy knew, no one had ever thought of this before. Did that make him the first man in recorded history to believe such a thing was possible? No matter. It was an idea whose time had come. If dogs were beyond the pull of oil paintings and string quartets, who was to say they wouldn't respond to an art based on the sense of smell? Why not an olfactory art? Why not an art for dogs that dealt with the world as dogs knew it?” “That's all I've ever dreamed of, Mr. Bones. To make the world a better place. To bring some beauty to the drab humdrum corners of the soul. You can do it with a toaster, you can do it with a poem, you can do it b...

manifesto trauma

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Há noites assim não de outra coisa que são de si mesmas cheias até ser insuportável até cada corpo cheirar exactamente ao cheiro da sua alma. Há noites assim que somos nós: Deus nos defenda de tanta noite haver por dentro por fora de nós mesmos. radar (1) Talvez além do que tu vês não esteja nada nem a alada criatura com que sonhas sequer a sombra da sombra de uma sombra Talvez nisso que vês só haja o espelho de um desejo sem rosto e sem esperança que toda a vida (às vezes) seja apenas esse deserto crescendo à tua volta Aprende a não amar o amor a nada querer não desejar o desejo nada ter. carta de navegação Caminha pobre mesmo que em teus ombros pese o oiro Nada sonhes que te acorde sem remédio apolo todos os livros que leio me falam da tua morte mas não se pode acreditar em tudo o que se lê e sabendo embora que a tristeza não existe não posso deixar de me sentar com a cara apoiada numa das mãos a vida é uma doença de que alguns se cur...

pynk fetiche

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[...]Há lutas que vale a pena ter, há outras que estão condenadas. Para ganhar uma guerra, por vezes há que admitir perder algumas batalhas, ou adiá-las para momentos mais oportunos. A precariedade, por mais dramática e injusta que possa ser para a classe artística, é uma delas. Não são os artistas que vão abandonar a precariedade em que sempre viveram e trabalharam, são quase todos os outros sectores da vida económica que têm vindo a resvalar inelutavelmente para ela. As duas últimas gerações que entraram no mercado de trabalho, em Portugal ou no resto do mundo, estão já devidamente familiarizadas com esta fatalidade. Este problema não é específico da cultura nem de Portugal, e implica medidas e soluções que em muito ultrapassam o âmbito de uma classe ou de um contexto político ou social como o nosso, periférico que é.[...] [...]Até que isso se esclareça, e sejam dadas respostas elementares, toda esta problematização e vontade para o diálogo só pode significar uma coisa: ...

Previous Frontier

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“O abismo ensinou-me que não podemos compreender um problema a não ser por intermédio de um outro problema e através dele, como se o homem não avançasse indo do obscuro para a luz, como é hábito pensar, mas dirigindo-se para uma outra espécie de obscuro, menos espesso. Essa diferença entre duas obscuridades, chamamos-lhe luz. Felizmente para o homem e para a poesia, não existe claridade suficiente para apagar o obscuro no homem e nas coisas. Se a claridade se tornasse senhora do mundo, a vida seria alterada, e a poesia desfeita.” No zénite do nosso êxtase os meus lábios prosternam-se na mesquita dos nossos corpos A minha língua  —  que escreve ela no corpo da amada quando não pretende mais do que praticar a leitura? Perante o teu corpo o meu corpo não sabe traçar planos Apenas sabe capitular O caminho inventa o caminho as poeiras transformam-se em roda voadora abre os seus próprios caminhos a seres que andam uns sobre os outros Caminhos ca...

Subterranean Whim

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«De maneira geral, devemos repetir sem nos cansarmos, que, em certos momentos e em certas circunstâncias , a Natureza não nos pede licença; que é preciso aceitá-la tal como é e não como a nossa fantasia a imagina, e se realmente queremos acostumar-nos à lista e ao almanaque... e ao alambique, não temos outro remédio senão aceitar também o alambique. Do contrário, prescindirá também de nós... - Sim, senhor, é aqui, que, conforme penso, se encontra a dificuldade. Desculpem-me, meus senhores; divaguei de tal maneira que me pus a filosofar; mas pensem no que representam quarenta anos de subterrâneo. Deixem-me ter um pouco de fantasia. Vejam: a razão, meus senhores, é uma excelente coisa, é verdade; mas a razão não é mais do que a razão, e só satisfaz a capacidade humana de raciocinar, ao passo que a vontade é a manifestação da vida total; isto é, de toda a vida humana inclusive da razão e de todos os escrúpulos possíveis. E se a nossa vida não se revela às vezes muito nesta manifes...

jardim refúgio

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Eu nunca te quis Menos do que tudo Sempre, meu amor Se no céu também és feliz Leva-me, eu cuido Sempre, ao teu redor São as flores o meu lugar Agora que não estás Rego eu o teu jardim São as flores o meu lugar Agora que não estás Rego eu o teu jardim Eu já prometi Que um dia mudo Ou tento, ser maior Se do céu também és feliz Leva-me, eu juro Sempre, pelo teu valor Quando o resto falha, há sempre a hipótese de sugerir que os críticos não passam de gente que odeia o povo do governante em causa. Para o governo de Erdogan, a Assembleia da República não está preocupada com os direitos humanos; está antes a “dar crédito a ações de desinformação anti-turca”. Já sabemos que para Netanyahu o antissemitismo de alguns dos seus aliados na Europa Central lhe toma muito menos tempo do que dar apoio às acusações de antissemitismo a quem critique as ações do Governo de Israel que ele chefia. E temos até a adição recente de um vocábulo à gama de mimos com que os d...