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A mostrar mensagens de março, 2014

Ohne Hast, ohne Rast

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Without haste! without rest! Bind the motto to thy breast; Bear it with thee as a spell: Storm and sunshine guard it well! Heed not flowers that round thee bloom, Bear it onward to the tomb. Haste not! Let no thoughtless deed Mar for aye the spirit’s speed; Ponder well, and know the right; Onward, then, with all thy might. Haste not! Years can ne’er atone For one reckless action done. Rest not! Life is sweeping by; Go and dare before you die: Something mighty and sublime Leave behind to conquer time! Glorious ’t is to live for aye, When these forms have passed away. Haste not! Rest not! Calmly wait; Meekly bear the storms of fate! Duty be thy polar guide,— Do the right, whate’er betide! Haste not! Rest not! Conflicts past, God shall crown thy work at last. Goethe

Changed Class

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Just keep on moving... Mis-shapes, mistakes, misfits. Raised on a diet of broken biscuits, oh we don't look the same as you We don't do the things you do, but we live around here too. Oh really. Mis-shapes, mistakes, misfits, we'd like to go to town but we can't risk it Oh 'cause they just want to keep us out. You could end up with a smash in the mouth just for standing out. Oh really. Brothers, sisters, can't you see? The future's owned by you and me. There won't be fighting in the street. They think they've got us beat, but revenge is going to be so sweet. We're making a move, we're making it now, we're coming out of the side-lines. Just put your hands up - it's a raid, yeah: We want your homes, we want your lives, we want the things you won't allow us. We won't use guns, we won't use bombs We'll use the one thing we've got more of - that's our minds. Check ...

prima estate

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Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. Alberto Caeiro , in "Poemas Inconjuntos"

Uncertainty

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I've got something pouring, through a personal atlas , and if the weather was warning, even heaven should practice. I've got something drawing, like a column that's our own, and if the weather was warning, the stars are drifting the shallows. How can ya', how can ya' look so gloomy, When you're gloomy, howlin', look so good to me, How can ya', how can ya' look so gloomy, When you're gloomy, howlin', look so good to me. Be my night, be my night. You take on everything, in a peculiar manner, and if I'd be so reckless, but I'll just tremble and stammer. How can ya', how can ya' look so gloomy, When you're gloomy, howlin', look so good to me, How can ya', how can ya' look so gloomy, When you're gloomy, howlin', look so good to me.

Talk is Cheap

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Oh so, your weak rhyme You doubt I'll bother reading into it I'll probably wont Left to my own devices But that's the difference in our opinions You're a mouthful That amounts for another week on my own Now I'm a novel made resourceful I start a chain with my thought Talk is cheap, my darling When you're feeling right at home I wanna make you move with confidence I wanna be with you alone Said help me help you start it You're too comfortable to know Throwing out those words Oh, you gotta feel it on your own Cold pain I cannot sustain it That's what I'm thinking Not what I'm drinking I hold up my ways These thoughts are pervasive It's not a statement But peace can be evasive Chet Faker

Press Play

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«A solução é-nos apresentada num prefácio , não é? Pois, não é um prefácio, é um posfácio - e essa é uma das causas da nossa desgraça. Um prefácio escreve-se em páginas antes do assunto do livro, para o iluminar. O livro da nossa desgraça - a nossa crise - deveria ter tido, sim, um prefácio sensato. Dizendo, em 2009, 2010 e 2011, isto: A) esta é uma crise global; e: B) e é também uma crise especificamente portuguesa, com erros e vícios que sucessivos governos portugueses aprofundaram; e: C) a situação é grave e aqueles que a causaram têm o dever nacional de se juntar para nos tirarem dela... Infelizmente, ninguém importante disse, então, esse prefácio. Ouviu-se, isso sim, demasiado, a negação de A). E, em vez de B), a demonização de um só governo. Isto é, impediu-se C).» Ferreira Fernandes - Prefaciar depois do leite derramado

Mudar de Vida

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Muda de vida Se tu não vives satisfeito Muda de vida Estás sempre a tempo de mudar Muda de vida Não deves viver contrafeito Muda de vida Se há vida em ti a latejar Ver-te a sorrir, eu nunca te vi E a cantar, eu nunca te ouvi Será de ti ou pensas que tens Que ser assim Olha que a vida não, Não é nem deve ser Como um castigo que Tu terás que viver Olha que a vida não, Não é nem deve ser Como um castigo que Tu terás que viver António

Zeugma

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Notre Père qui êtes aux cieux Restez-y Et nous nous resterons sur la terrre Qui est quelquefois si jolie Avec ses mystères de New York Et puis ses mystères de Paris Qui valent bien celui de la Trinité Avec son petit canal de l'Ourcq Sa grande muraille de Chine Sa rivière de Morlaix Ses bêtises de Cambrai Avec son Océan Pacifique Et ses deux bassins aux Tuilleries Avec ses bons enfants et ses mauvais sujets Avec toutes les merveilles du monde Qui sont là Simplement sur la terre Offertes à tout le monde Éparpillées Émerveillées elles-même d'être de telles merveilles Et qui n'osent se l'avouer Comme une jolie fille nue qui n'ose se montrer Avec les épouvantables malheurs du monde Qui sont légion Avec leurs légionnaires Aves leur tortionnaires Avec les maîtres de ce monde Les maîtres avec leurs prêtres leurs traîtres et leurs reîtres Avec les saisons Avec les années Avec les jolies filles et avec les vieux cons Avec la paille de la mis...

Idiotßong

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Não me incomodam. Deixam-me ir. Dizem que não pode acontecer nada. Ainda bem. Não pode acontecer nada. Tudo chega e gira sempre em torno do Espírito Santo , em torno de determinado espírito (tu sabes) — que bem. Não, realmente não deve pensar-se que haja qualquer perigo nisso. Sim, há o sangue. O sangue é o mais pesado. O sangue é pesado. Por vezes penso que não posso mais — (Ainda bem.) Ah, que linda bola; vermelha e redonda como um Em-toda-a-parte. Ainda bem que a criastes. Ela vem quando se chama? De que estranha maneira tudo se comporta, apressa-se a juntar-se, separa-se nadando: amigável, um pouco vago. Ainda bem. Rainer Maria Rilke , in "O Livro das Imagens" Tradução de Maria João Costa Pereira

Wrecking Girls

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We clawed, we chained, our hearts in vain We jumped, never asking why We kissed, I fell under your spell A love no one could deny Don't you ever say I just walked away I will always want you I can't live a lie, running for my life I will always want you I came in like a wrecking ball I never hit so hard in love All I wanted was to break your walls All you ever did was break me Yeah you, you wreck me I put you high up in the sky And now, you're not coming down It slowly turned, you let me burn And now, we're ashes on the ground Don't you ever say I just walked away I will always want you I can't live a lie, running for my life I will always want you I came in like a wrecking ball I never hit so hard in love All I wanted was to break your walls All you ever did was break me I came in like a wrecking ball Yeah, I just closed my eyes and swung Left me crouching in a blaze and fall All you ever did was break me Yeah you,...

Calvary

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Senhor se eu me engano e minto, Se aquilo a que chamei a vossa verdade É apenas um novo caminho da vaidade, Se a plenitude imensa que em mim sinto, Se a harmonia de tudo a transbordar, Se a sensação de força e de pureza São a literatura alheia e o meu bem-estar, Se me enganei na minha única certeza, Mandai os vossos anjos rasgar Em pedaços o meu ser E que eu vá abandonada Pelos caminhos a sofrer. Sophia de Mello Breyner Andresen «Quando o Bom Jesus chegou ao Calvário levando aos ombros a pesada cruz, os algozes arrancaram-lhe a túnica que estava colada ao corpo chagado e procederam a cruxifixão: aqui se vê o Senhor deitado sobre a madeira, com a mão direita cravada e a esquerda a receber as marteladas; um algoz estira o pé esquerdo com uma corda enquanto outro estende a mão para um cravo que o rapaz dos pregos lhe apresenta. Os soldados mostraram-se duros e cruéis em contraste com a dor indescritível da Virgem Mãe que se encontra à cabeça de Jesus amparada por ...

Odditory

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«A paisagem psíquica que necessita de narrações pornográficas, ainda que indirectamente , já não responde a marcos morais dos quais o temor e a auto-restrição seriam as suas peneiras. Uma época que anseia fugir do sofrimento e do aborrecimento, e que submete as pessoas ao encaixe de pressões insuportáveis, canaliza as suas "patologias" para oásis de gozo. E num mundo idílico, como é o da pornografia, as suas personagens estão condenadas a ser felizes. É certo que é uma felicidade pontilhista, em que o detalhe e o primeiro plano não deixam ver o bosque, mas um mundo tão detalhado também pode ser visto como uma tentativa provisória de apreender o corpo na sua totalidade, como se o quebra-cabeças cunhado por fábricas e lares, por maus-tratos e infelicidades, só pudesse ser reunido por partes .O corpo profanado; também reivindicado. Pois assim como a linguagem íntima contém léxicos distintos dos proferidos na praça pública, também a visão do corpo na intimidade reque...

Half Thousand

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«Rumei para os bosques porque queria viver deliberadamente, fazer face apenas aos factos essenciais da vida e ver se podia aprender o que ela tinha a ensinar-me, sem chegar a descobrir, às portas da morte, que não tinha vivido. Não queria viver o que não era vida. Viver é demasiado importante. Nem queria praticar a resignação, a menos que tal fosse necessário. Tencionava viver profundamente e absorver a vida até ao âmago, viver de forma tão vigorosa e espartana como arrancar tudo o que não fosse vida pela raiz, desbastando um amplo espaço, deixando-o raso, encurralar a vida e reduzi-la aos seus elementos mais elementares e, se fosse medíocre, retirar-lhe toda a genuína mediocridade e divulgar tal mediocridade ao mundo. A verdade é que a maioria dos homens, parece-me, sente uma estranha incerteza quanto a tudo isto (será obra do Demo ou de Deus?), concluindo de forma célere que o principal objectivo do homem aqui é "glorificar Deus e desfrutá-lo eternamente".» ...

Sürgün

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«Talvez a identidade anarquista do indivíduo livre - apesar de uma rejeição superficial do capitalismo - seja ao mesmo tempo um momento mais refinado de uma metafísica burguesa. O "anarquista" só é livre na medida em que rejeita qualquer força que possa interferir com os seus desejos. Expressado de forma positiva, este conceito de indivíduo levou ao projecto iluminista dos direitos humanos, da democracia e da liberdade. Foi prometido ao indivíduo a satisfação dos seus crescentes desejos pelo capitalismo, que por sua vez são definidos por este e definem a liberdade absoluta do indivíduo. Quando este conto de fadas se confronta com a dura realidade do declínio do capitalismo e com a consequente incapacidade deste mundo lhe satisfazer os seus desejos, um certo individualismo niilista é produzido. Sürgün Como foi provado pela história de que o projecto iluminista criou somente em pesadelos entre outras coisas, a única opção que resta para indivíduos genuinamente ...

Hold On

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You're falling way behind Well give it just a little bit of time 'Cause when we're all exposed Do you want to be the first in line Those bewitching crowds The smoke they blow Can make your head pop The ego is playing its tricks on you again and again We'll blow all our chances thinking we know All the answers, and so it goes With all the changes, nothing changes No matter what you're told So you're picking up signs You're scared you might be losing your mind And all the hopes of any shot you've got Are leaving you behind You're making light of this, I know And it's a shame That your silly sentimental heart is to blame We'll blow all our chances thinking we know All the answers, and so it goes With all the changes, nothing changes No matter what you're told You don't want to end up in the lost and found You better hold on tight Odds will turn to events when you're upside down You've go...

Être Suprême

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La Mort de Marat (1793) - Jacques Louis David «Un philosophe de mes amis parle de "ruse de l'Histoire". La ruse de la Chimère est autrement redoutable et, parfois, on croirait que l'illusion de l'Histoire n'a été inventée que pour la servir. Une fois en place, étayée, adorée, servie par ses nouveaux prêtres, elle décide, bien entendu, la fin de l'Histoire, et c'est bien ce à quoi nous assistons ces jours-ci. Déjà les trafiquants s'agitent en coulisse. L'Être Suprême nous prépare un très bon Veau d'Or. A quoi aura donc servi le supplice affreux du petit La Barre, quand des milliers de sujets seront placés sous son joug? N'allons-nous pas changer de tyran en pire? Pourquoi pas, bientôt, un dictateur qui prendrait le titre de mufti ou, plus drôle encore, d'empereur? Je vois assez bien David se rallier aussitôt au nouveau régime et, après la fête de l'Être Suprême , organiser ce sacre impérial avec le pape lui-même en figuran...

sensible compatriots

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Eu que em comovo Por tudo e por nada Deixei-te parada Na berma da estrada Usei o teu corpo Paguei o teu preço Esqueci o teu nome Limpei-me com o lenço Olhei-te a cintura De pé no alcatrão Levantei-te as saias Deitei-te no banco Num bosque de faias De mala na mão Nem sequer falaste Nem sequer beijaste Nem sequer gemeste Mordeste, abraçaste Quinhentos escudos Foi o que disseste Tinhas quinze anos Dezasseis, dezassete Cheiravas a mato À sopa dos pobres A infância sem quarto A suor a chiclete Saiste do carro Alisando a blusa Espiei da janela Rosto de aguarela Coxa em semifusa Soltei o travão Voltei para casa De chaves na mão Sobrancelha em asa Disse: fiz serão Ao filho e à mulher Repeti a fruta Acabei a ceia Larguei o talher Estendi-me na cama De ouvido à escuta E perna cruzada Que de olhos em chama Só tinha na ideia Teu corpo parado Na berma da estrada Eu que me comovo Por tudo e por nada Vitorino