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A mostrar mensagens de fevereiro, 2019

Aboard Abroad

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Houve um Sentado na doca A ver a maré vazar Que primeiro me deu a ideia De que há coisas no mar Que há mais gente que vê. E diz que é bom de contar Que muita gente aprecia E não é só marinheiros É a aristocracia E os fadistas e os banqueiros Sentados e a escutar. Parece que é truque velho Pra vender casas e coisas E que ainda hoje os engana Isto de o mar ser usado. Mas a mim pouco me importa Que eu quando for vou armado E levo o balde e a cana E acabo isto sentado Em tudo como na doca Na doca com o outro ao lado A ver a tarde passar. Primeiro Poema Sobre o Mar in El Segundo (2015) Se eu embarcasse Chorava Ia morrer de saudades Como se fosse possível Ia gostar da mulher Que não me serviu em terra Não ia ver o desnível O mar é todo a direito. Se eu embarcasse Algum dia Sei prever a dor no peito Que o horizonte daria Como se fosse hoje aqui Se eu embarcasse Esquecia As razões todas que tenho Para esquecer-me de Como se fosse po...

Paresse Ineffable

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Une étrange folie possède les classes ouvrières des nations où règne la civilisation capitaliste. Cette folie traîne à sa suite des misères individuelles et sociales qui, depuis des siècles, torturent la triste humanité. Cette folie est l'amour du travail, la passion moribonde du travail, poussée jusqu'à l'épuisement des forces vitales de l'individu et de sa progéniture. Au lieu de réagir contre cette aberration mentale, les prêtres, les économistes, les moralistes, ont sacro-sanctifié le travail. Hommes aveugles et bornés, ils ont voulu être plus sages que leur Dieu; hommes faibles et méprisables, ils ont voulu réhabiliter ce que leur Dieu avait maudit. Nos machines au souffle de feu, aux membres d'acier, infatigables, à la fécondité merveilleuse, inépuisable, accomplissent docilement d'elles-mêmes leur travail sacré, et cependant le génie des grands philosophes du capitalisme reste dominé par le préjugé du salariat, le pire des esclavages. Ils ne co...

Muerte Cariñosa

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Pois morre-se de muita coisa, de muita coisa se morre, morre-se por tudo e por nada morre-se sempre muito Por exemplo, de frio e desalento um pouco todos os dias mas de calor também se morre e de esperança outro tanto e é assim: como a esperança nunca morre morre a gente de ter que esperar Morre-se enfim de tudo um pouco De olhar as nuvens no céu a passar ou os pássaros a voar, não há mais remédio ó amigos, tem que se morrer Até de respirar se morre e tanto tão mais ainda que de cancro De amar bem e amar mal de amar e não amar, morre-se De abrir e fechar, a janela ou os olhos tão simples afinal, morre-se Também de concluir o poema este ou qualquer outro, tanto faz ou de o deixar em meio, o resultado é o mesmo: morre-se Data-se e assina-se – ou nem isso Sobrevive-se – ou nem tanto Morre-se – sempre Muito Diante da morte, diante de um suicida perante a morte, é de muito mau gosto lançar mão de qualquer tipo de literatura. Em tal situação, e perante um ...