OŞÙPÁ
«Em 1842, num espaço de três meses, dois navios que haviam saído do porto de Uidá, no Benim, carregados de homens e mulheres que seriam escravizados na Bahia, encalharam quase no mesmo ponto da costa, três léguas ao norte de Salvador. A região, ainda pouco povoada, não dispunha de iluminação para navegação noturna. Soube-se que havia poucas embarcações que poderiam resgatar o contingente embarcado: as do primeiro navio logo foram ocupadas para salvar a tripulação e alguns homens escravizados, talvez os mais fortes, sendo que a maior parte, inclusive todas as mulheres, morreu em alto-mar; o segundo navio não tinha sequer embarcação para toda a tripulação, e os ocupantes de diferentes etnias morreram sem que a Armada Nacional fizesse qualquer esforço para salvá-los. Esses incidentes levaram o governante da província a considerar a urgência de se construir um farol que guiasse o transporte marítimo com segurança até o porto da capital. Dois anos mais tarde, foi concluída a construção do F...