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A mostrar mensagens de setembro, 2015

Hairst

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Mike Obrien As I began to love myself I found that anguish and emotional suffering are only warning signs that I was living against my own truth. Today, I know, this is “AUTHENTICITY”. As I began to love myself I understood how much it can offend somebody As I try to force my desires on this person, even though I knew the time was not right and the person was not ready for it, and even though this person was me. Today I call it “RESPECT”. As I began to love myself I stopped craving for a different life, and I could see that everything that surrounded me was inviting me to grow. Today I call it “MATURITY”. As I began to love myself I understood that at any circumstance, I am in the right place at the right time, and everything happens at the exactly right moment. So I could be calm. Today I call it “SELF-CONFIDENCE”. As I began to love myself I quit steeling my own time, and I stopped designing huge projects for the future. Today, I only do what brings me...

Tomorrow's Return

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Il. de Lima de Freitas In: Os mais belos sonetos / de Bocage ; escolhidos por José Régio. – [Lisboa] : Artis, imp. 1959 Epístola I Olinda a Alzira Que estranha agitação não sinto n'alma Depois que te perdi, querida Alzira! De meus olhos fugiu, sumiu-se o fogo, Que a tua companhia incendiava! Por uma vez se foi minha alegria, Nem a mesma já sou, que outrora hei sido! Minhas vistas ao céu lânguidas se erguem, E a mim própria pergunto d'onde venha Tão novo sentimento assoberbar-me? Não se aquieta o coração no peito, Não cabe nele, e viva chama no íntimo Das entranhas ardente me devora, Sem que eu possa atinar a causa, a origem. Aqueles passatempos que na infância Tão do peito queria, em ódio os tenho. Das mesmas superioras a presença, Que d'antes para mim era indif'rente, Se me torna hoje dura, intolerável! Aonde, aonde irão estes impulsos Precipitar a malfadada Olinda? Será, querida Alzira, a tua ausência, Que me faz derramar tão ag...

grace

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Melancholy (1894) - Edvard Munch «A graça, o que mais se parece com a gratidão, tornou-se intolerável. Há uma agressividade oficial que a impede de sobreviver. O homem é treinado para actualizar a sua servidão, e não para assumir o seu sacrifício. Sacrifício maravilhoso, dádiva em que as margens do tempo se confundem e em que a vida e a morte se tocam quase ternamente. Damos demasiado significado a nós próprios, mergulhamos cada vez mais num abismo confidencial. Instauramos a solidão, embora estejamos aturdidos pelo número. Medimos a extensão das catástrofes e aproveitamos nelas o paralelo com o nosso fracasso. Isso doura a solidão, prodigaliza à inveja consolos inestimáveis. A guerra nuclear substitui hoje a fornalha do inferno, ambas ideias apadrinhadas pelo inconsciente colectivo de natureza apocalíptica. A pequena história do quotidiano, isso que fazia o fermento da mais bela literatura, é tomado como ofício da pobreza envergonhada. Ser escritor tornou-se, como tudo, uma ma...

Asylum

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«Quando se escreve regularmente num jornal acontece que as pessoas nos perguntem como conseguimos arranjar tema para escrever todas as semanas. É natural que quem não tem a escrita como ofício possa angustiar-se perante a possibilidade de não saber o que escrever na página branca, mas quem escreve por gosto, por hábito e por vício nunca tem esse problema. Basta ver um telejornal para as histórias nos saltarem aos olhos, basta passear pelas ruas para os temas nos agarrarem pelo pescoço. Seria preciso ser indiferente para não encontrar gestos a denunciar. Seria preciso ser desprovido de desejo para não encontrar ideias a partilhar. Nunca são os temas que faltam. A escolha pode ser difícil, mas é uma dificuldade menor. A dificuldade maior é quando não se sabe o que dizer. Quando aquilo que queremos dizer, que sabemos que é urgente dizer, nos parece pouco, dramaticamente pouco, quase inútil, perante a enormidade do que se quer mudar. O que escrever sobre a crise dos refugiados...

Poison Times

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Two stars Three stars The night sky above Used to mean everything To horses in love Girl in a sling How come Your eyes come In and out of focus In the park all alone? Early spring Girl in a sling I've been sifting through these remains for years Bitter tears, bitter pills Oh, it sucks when there's nothing but gold in those hills Girl, I know what you're going through I'm going there too Girl, I know what you're going through I'm going there too I'm going there too I'm going there too, ah I'm going there too I'm going there too, ah I'm going there Jesus is beside himself Jacob's in a state of decimation The writing on the wall wasn't writing at all Just forces of nature in love with a weather station Artists and repertoire Hand in hand through the grey doorway at dawn The writing on the wall said, "Jesus saves" The writing on the wall mentions Honey playi...

Bouville

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 Sartre's Portrait by Alexander Ilichev Painting, 39.4 H x 35.4 W x 1.2 in Vou-me embora, sinto-me vago. Não me atrevo a tomar uma decisão. Se tivesse a certeza de ter talento... Mas nunca - nunca escrevi nada nesse género; artigos sobre história, sim - e mesmo esses!... Um livro. Um romance. E haveria pessoas que leriam esse romance e que diriam: «Foi o Antoine Roquentin quem o escreveu; era um fulano ruivo que andava sempre pelos cafés»; e pensariam na minha vida como eu penso na da tal negra : como em qualquer coisa de precioso e de meio lendário. Um livro. É claro que, ao começo, seria trabalho aborrecido e fatigante; escrevê-lo não me impediria de existir, nem de sentir que existo. Mas lá chegaria o momento em que o livro estivesse escrito, ficasse atrás de mim, e acho que um pouco da sua claridade cairia sobre o meu passado. Talvez então eu pudesse, através dele, recordar a minha vida sem repugnância. Talvez um dia, pensando precisamente nesta hora, nesta hora...