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A mostrar mensagens de julho, 2017

Anonym Driver

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We sit and talk, quietly, with long lapses of silence and I am aware of the stream that has no language, coursing beneath the quiet heaven of your eyes which has no speech You lethargic, waiting upon me, waiting for the fire and I attendant upon you, shaken by your beauty Shaken by your beauty Shaken. The past above, the future below and the present pouring down: the roar, the roar of the present, a speech-- is, of necessity, my sole concern. “I would say poetry is language charged with emotion. It's words, rhythmically organized. . . A poem is a complete little universe. It exists separately. Any poem that has any worth expresses the whole life of the poet. It gives a view of what the poet is.” “It is dangerous to leave written that which is badly written. A chance word, upon paper, may destroy the world. Watch carefully and erase, while the power is still yours, I say to myself, for all that is put down, once it escapes, may rot its way ...

بركة | ברכה

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Quando um homem medita nos objectos dos sentidos, desperta o seu apego; e, do apego, eis que nasce, então, desejo; e, do desejo, é que provém a ira; e, da ira, provém sempre desilusão; e, da desilusão, a perda de memória; e, perdida a memória, esvai-se o intelecto; e, sem o intelecto, eis que o homem perece. Mas, se passar p'lo meio dos objectos dos sentidos, com todos os seus sentidos livres d'apego e d'ódio, mente submetida, senhor de si,há-de ganhar serenidade. E, na serenidade, p'ra ele, não há mais qualquer espécie d'infortúnio ou d'entrave, porque, com a consciência em paz imensa, esse mantém o intelecto inabalável. Não pode, sem Yoga, existir intelecto, nem pode haver também eficiente esforço; quem não se esforça com eficiência não tem paz; e, sem paz, não há felicidade. ध्यायतो विषयान्पुंसः सङ्गस्तेषूपजायते सङ्गात्संजायते कामः कामात्क्रोधोऽभिजायते क्रोधाद्भवति संमोहः संमोहात्स्मृतिविभ्रमः स्मृतिभ्रंशाद्बुद्धिनाशो बुद्...

prestação

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«Do carinho e do mimo , toda a gente sabe tudo o que há a saber - e mais um bocado. Do amor, ninguém sabe nada. Ou pensa-se que se sabe, o que é um bocado menos do que nada. O mais que se pode fazer é procurar saber quem se ama, sem querer saber que coisa é o amor que se tem, ou de que sítio vem o amor que se faz. Do amor é bom falar, pelo menos naqueles intervalos em que não é tão bom amar. Todos os países hão-de ter a sua própria cultura amorosa. A portuguesa é excepcional. [...]O amor português não é um fenómeno ternurento. É grave como um crime. Os crimes passionais em que somos pródigos são pouco mais do que episódios de amor. Leopardi escreveu uma vez que há duas coisas belas no mundo: o Amor e a Morte. Para os portugueses, essas coisas não são assim tão duas . São só uma . Morrer de amor é mais frequente do que amar até à morte. Alguns grandes poetas castelhanos, como Lope de Vega, pasmaram-se com esta confusão em que escolhemos andar. A felicidade jamais é chamada para o a...

Patience Bull

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Noite dos limites e das esquinas nos ombros noite por de mais aguentada com filosofia a mais que faz o boi da paciência aqui? que fazemos nós aqui? este espectáculo que não vem anunciado todos os dias cumprido com as leis do diabo todos os dias metido pelos olhos adentro numa evidência que nos cega até quando? Era tempo de começar a fazer qualquer coisa os meus nervos estão presos na encruzilhada e o meu corpo não é mais que uma cela ambulante e a minha vida não é mais que um teorema por demais sabido! Na pobreza do meu caderno como inscrever este céu que suspeito como amortecer um pouco a vertigem desta órbita e todo o entusiasmo destas mãos de universo cuja carícia é um deslizarr de estrelas? Há uma casa que me espera para uma festa de irmãos há toda esta noite a negar que me esperam e estes rostos de insónia e o martelar opaco num muro de papel e o arranhar persistente duma pena implacável e a surpresa subornada pela rotina e o muro destrutível destrui...

Ludo Philia

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An Andy Warhol portrait of  Mao « - Podem sentar-se, meus senhores - determinou o Presidente aos Ministros que, atentos, o esperavam ao longo da mesa magnífica. E sentou-se também, no lugar que lhe competia. - Parece-me ser conveniente uma remodelação integral do ministério. Entre o silêncio respeitoso, o Presidente levou a mão discreta ao bolso interior do casaco. Tirou o apito e apitou. Três vezes. A porta da antiquíssima sala dos Passos Largos abriu-se. De par em par. A guarda presidencial entrou e abateu os Ministros com rajada de metralhadora competente. Todos. - Muito bem - confirmou o Presidente, levantando-se. O cabo Ludovino encostou a metralhadora à parede, com todo o cuidado. Esfregou o nariz, olhou em volta, sorriu e atirou o Presidente pela janela daquele quarto andar.« Remodelações Governamentais nos Novos Contos do Gin (1973) - Mário-Henrique Leiria

Tributo Diverso

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«O homem não é apenas tributário dos seus contemporâneos, é-o também dos seus predecessores, cujas experiências e descobertas são para ele outras tantas escoras. Na realidade, é de todo o labor e de todo o pensamento da humanidade, acumulados desde há muitos séculos, que tiramos vantagem quando usufruímos o mais ínfimo dos objectos úteis à vida. No dizer de outros, aquilo que constitui o direito à propriedade de determinada coisa é a necessidade que dessa coisa se tiver. Assim será. Mas as necessidades são múltiplas e passageiras, devendo a posse, neste caso, cessar com a necessidade e nascer com ela - mais não sendo portanto do que um simples uso das coisas. A vida e a experiência são feitas precisamente da diversidade das coisas que experimentámos e de que fizemos uso; enquanto que a posse contínua dessas mesmas coisas só produz imobilidade e inconsciência. Produto de todos, tudo está ao serviço de todos sobre a terra. Compete a cada qual servir-se daquilo que o or...

Comfort Signs

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Olho para o passado com embriaguez, mas não é com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquietações, sem angústias. Atravessámos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num só. O nosso amor não terá a frescura dos primeiros tempos, mas é um amor posto à prova, um amor que conhece a sua força, e que mesmo para além do túmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, só vê a vida; o amor que dura vê a eternidade. Victor Hugo - 'Carta a Juliette Drouet ' Amor de Papel Ao Sr. Pedro de Brito Aranha Hauteville-House. 15 de Julho [1867] A vossa nobre carta fez-me bater o coração. Sabia da grande notícia; é-me agradável receber de vós o simpático eco. Não, não há pequenos povos. Mas sim, pequenos homens, infelizmente! E, por vezes, são aqueles que conduzem os grandes povos. Os povos que têm déspotas assemelha...