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A mostrar mensagens de agosto, 2021

Heliografia

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 E lava os dentes como bom mortal, que a riqueza não paga esse cansaço. E os olhos eriçados de ambição confunde-os ele a azul iluminado. Toma um pequeno-almoço que será um pouco menos torto que os demais, café, meia toranja, quiçá um sumo leve de laranja e curtos cereais. Verá a névoa a desprender-se, suave, da erva, como pálido vapor? E ficará em espanto nessa névoa, como o outro, em esplendor? Provavelmente, não, mas não se sabe, sabe-se só que nesse dia sai e volta aos seus assuntos imortais,  astutos e preclaros e enxutos. E um dia qualquer, como qualquer mortal em frente aos dentes e ao espelho, há-de passar a estado de erva quente ou fria, consoante for estação. Outro virá, noutro espelho em função menos ou mais acesa. Só a erva, feliz por ser só erva, ficará,  não se sabendo ela também mortal. Como de resto tudo o que se encontra abaixo de uma linha estranha e torta, que em nós: ausente de definição. Mas a suspeita existe, se a escutarmos de um reduto de som. E ess...