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A mostrar mensagens de abril, 2025

Resistenza

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O milagre do escravo (1548) - Tintoretto «Mas aquilo que mais me preocupa entre todas as doenças que atingem a nossa civilização é a incapacidade de construir utopias. Vendem-nos que a história acabou, os tecnocratas continuam a acenar-nos com a ideia de que não há alternativas e se alguém fala de uma solução fora do capitalismo, perguntam-nos se queremos ir para Cuba. ... Acabamos de cumprir os 50 anos do 25 de Abril, sou filha de uma geração que viveu o PREC com muita intensidade. Uma geração que passava horas a debater possibilidades ideológicas, projectos de organização social e política. Muitas propostas foram degenerando. Mas as pessoas tinham essa coisa de debater utopias, de pensar em novos futuros, projetos de organização social, económica e política. Hoje somos uma civilização suicida que vive uma espécie de profecia autorrealizada, com uma profunda incapacidade de nos sentarmos à volta de uma mesa a imaginar possibilidades de reorganização da nossa forma de viver, que, assim...

Especulação

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[...] Em contraste com estes enunciados, os marxistas norte-americanos Dylan Riley e Robert Brenner propõem desde 2022 (portanto antes da reeleição de Trump) um outro termo, o de "capitalismo político". Veja-se como o explicam: «Esta nova estrutura eleitoral está relacionada com o ascenso de um novo regime de acumulação: chamemos-lhe capitalismo político. Sob o capitalismo político, o poder político duro, mais do que o investimento produtivo, é a chave que determina a taxa de lucro. Esta nova forma de acumulação está associada a novos mecanismos de "captura politicamente construída". O que inclui uma série de reduções fiscais, a privatização de bens públicos a preços de saldo, a promoção de especulação bolsista - e, essencialmente, uma despesa massiva do Estado diretamente dirigida para a indústria privada, com efeitos de arrastamento para o conjunto da população.» (Dylan Riley e Robert Brenner, " Seven theses on american politics " , NLR 138, 2022). Pode ...

Hyp(n)otipose

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L’Hypnocratie est le premier régime qui agit directement sur la conscience. Elle ne contrôle pas les corps. Elle ne réprime pas les pensées. Elle induit plutôt un état de transe permanent. Un sommeil lucide. Une transe fonctionnelle. L’éveil a été remplacé par le rêve guidé. La réalité par la suggestion continue. L’attention est modulée comme une vague. Les états émotionnels sont induits et manipulés. La suggestion se répète inlassablement et la réalité se dissout dans de multiples rêves guidés. L’esprit critique est doucement endormi et la perception est remodelée, couche par couche. Pendant ce temps, les écrans ne cessent de briller dans la nuit de la raison. L’information coule comme une rivière hypnotique tandis que le choc et la torpeur alternent dans un rythme étudié. L’expérience se fragmente et se multiplie en mille miroirs. La répétition bat comme un tambour souterrain. Les sens sont submergés par des stimuli constants. La dopamine circule dans le système. L’incrédulité se dis...

βεβήλωση

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[...] I have taken of your time and I know that the debate is the thing to catch consciences. I would hope that the debate evokes a few questions. I have a little list: Were the marbles seized wrongly? And if they were wrongly seized, can it be right that they be kept? If there was right in their being seized, is it wrong that they be returned? What value should be given to the argument that if Elgin hadn't taken the marbles, other Englishmen or the French would have done so? Does it matter that 95% of the Greek people might never see the finest of Greek creation? Is it conceivable that a free Greece would have permitted the removal of the marbles? England and Greece are friends. English blood was shed on Greek soil in the war against fascism, and Greeks gave their lives to protect English pilots. Read Churchill, he tells you how crucial was the Greek role in your decisive desert victory over Rommel. Last year there was a celebration of Shakespeare in the Amphitheatre at the foot o...

Fasces Lictoriæ

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As our web site makes very clear, we are totally opposed to ideas such as racism and religious intolerance .  However, in order to combat such evils, it is necessary to understand them by means of the study of key documentary material.  «Like all sound political conceptions, Fascism is action and it is thought; action in which doctrine is immanent, and doctrine arising from a given system of historical forces in which it is inserted, and working on them from within. It has therefore a form correlated to contingencies of time and space; but it has also an ideal content which makes it an expression of truth in the higher region of the history of thought. There is no way of exercising a spiritual influence in the world as a human will dominating the will of others, unless one has a conception both of the transient and the specific reality on which that action is to be exercised, and of the permanent and universal reality in which the transient dwells and has its being. To know ...

สงกรานต์

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The origin of songkran festival lies in a Buddhist folk myth or non canonical jataka related to harvest and spring. In prosperous city of Sukhavati ( เมืองอู่ทอง )  in suvannabhumi, Bodistva was born in the household of a poor farmer. Once upon a time, Indra the king of Devas, looked at the city from heaven, and felt sad seeing the high level of corruption. He found that people did not respect their elders, behaved rudely, and didn't serve them proper food and medicines. They had no compassion to the needy and helpless. No faith in Sila and Uposath but fun in sins, no faith in donation but greedy for wealth, no faith in Dhamma but made business of Dhamma. By seeing decline of Dhamma, he said, "Glory/ Siri of humans lies in their faith in Dhamma. There is no Glory without Dhamma." With affirmation of this truth, people in the city immediately lost their glory, no proper rains, water and food scarcity prevailed, extreme drought with skin-burning hot sun waves and dirty...

Respect Promise

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Retabulation (1926) - Beatrice Wood   © The proliferation of information and communication technologies (ICTs) lies at the heart of many of the challenges facing today's societies, one such challenge being cyber-violence. Cyber-violence refers to the use of technology (particularly the Internet and mobile devices) to harm, threaten, or harass individuals or groups. This can take the form of activities like cyber-stalking, cyber-bullying, online harassment, and the non-consensual distribution of sexually explicit images. It can also include the use of technology to perpetrate more traditional forms of violence, such as hacking into individuals’ accounts to steal their sensitive information or using social media to coordinate acts of physical violence. As a computer-related crime employing a computer network, cyber-violence has become one of the foremost challenges that the world must contend with today (Alotaibi 2019; Udo & Bagchi 2020) . There are various forms of cyber-violenc...

Novela Museo

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[...] Tanta lucha sudorosa hizo la abrumadora cabeza cuando la echaste a dormir tu “muerte” en la almohada —del Despertar Mañana— ojos y almas tan dueños del mañana que sin amargarse en lágrimas todo lloro movieron. Tanta certeza en el ser de una niña florecida secos tuvo sus ojos: todo en torno lloraba—. Oh niña del Despertar Mañana ‘que en luz de su primer día se hizo oculta con sumisión de Luz, Tiempo y Muerte en enamorada diligencia de servir al sacro fingimiento del más Hondo capricho en levísimo juego, de último humano querer de la ya hoy no humana. Muerte es Beldad pero muerte entusiasta, partir sin muerte en luz de un primer día es Divinidad Grave y gracioso artificio de muerte sonreída. ¡Oh cuál juego de niña lograste Elena, niña vencedora! Arriba de Dios fingidora en hora ultima de mujer. Mi ser perdido en cortesía de gallardía tanta, de alma a todo amor alzada. ¿Cuándo será que a todo amor alzado servido su vivir, copa de muerte a su vivir servida, prueba otra vez, la eterna...

Amen_Pause

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[...] A erosão de um outro ecossistema, o ecossistema dos mortos, que há muito recebe golpes profundos, contribui para este quadro apocalíptico. Quando falamos do "passado", raramente nos lembramos de que é feito de antepassados. Referimo-nos a ele como o "tempo passado", "a tradição", um bloco de tempo que "deixámos para trás", desbotado, cada vez mais desvanecido e amortecido. Não vemos no passado um presente que já foi, com vida e pessoas que perduram agora como personagens espectrais. Muitas das casas, muros, pontes e ruas das cidades e aldeias da Europa e do Oriente têm séculos e milénios de existência. A pedra e o espaço moldados pelos antepassados dirigem os nossos passos, perspectivam o nosso olhar. Vivemos à tona do passado, no meio dos mortos e dos sinais que nos deixaram. Mas tudo isso está a acabar. Hoje, por causa das guerras, da espoliação da terra e da transformação rápida do urbanismo, a presença dos mortos está ameaçada de extinç...

Demófilo

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“La palabra folk-lore es sajona y compuesta de dos voces "folk", que significa gente, personas, género humano, pueblo, y "lore", que significa lección, doctrina, enseñanza, instrucción, saber. La palabra "folk-lore", por tanto, equivale a lo que en español llamaríamos el saber de las gentes, el saber popular. [...] La obra del pueblo español, la del primero y más importantes de los factores de la historia patria, ha sido completamente desatendida hasta aquí, y por nadie estudiada; diríase, o que en España no ha existido pueblo, o que su papel se ha limitado sólo al tristísimo simbolizado en aquella fórmula que ha hecho considerar a algunos de nuestros concilios como el origen de nuestras Cortes: omni populo asentiente , esto es, media docena de infelices que movían afirmativamente la cabeza cuando hablaban el obispo o el magnate que les proporcionaba el sustento. La grave falta de todos los historiadores y especialmente de los de España de concretar sus in...

virtual target

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 pelas paredes cheira ainda à tua pele cutânea mas desde que te foste estar aqui é oco, cansativo, uma espera. E às vezes (como se tivéssemos chorado) respirar custa. sobretudo nada apetece. sair para a rua? Ir então em frente a repetir os passos, passear nas avenidas a espaçar as horas – dispersar a espera? tudo cinzento. Choverá? aqui é que não fico. No quarto onde dormimos o espaço sobra, e cada coisa já morreu ou está a mais. em toda a casa uma violência subterrânea: a tua ausência   Em toda a casa Amo o mar porque não tem fim e os vagabundos que não tem pilim Mas pelo meio das formas e das aparências sem fundo parecendo que amo o mundo amo-me sobretudo a mim Talvez venha a querer ao mar ou vagamente a um vagabundo talvez os ame no fundo Mas no rodar infindo daquilo que não tem fim quero-me principalmente a mim Ao resto das formas e das aparências do mundo amo só assim-assim Nem tanto ao mar in Os Animais Antigos Ed. objecto cardíaco (2006) Era uma criatura oca vazia por ...

Insidious Charge

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[...] E sim, o mundo está sonoramente doente e a cegueira é também por vezes uma forma terrível de descansar. As imagens vêm doentes já, à partida, a coxear e com nacos delas mesmas a cair no chão a cada passo. As imagens que recebemos estão mesmo doentíssimas, constipadas, as mais delicadas, umas outras com doenças absolutamente terminais; muitas com doenças contagiosas: vês e ficas parvo, vês e ficas tonto, vês e ficas louco, vês e ficas com cirrose, vês e ficas com sífilis, vês e ficas com gangrena que ofereces no natal com espetáculo à família, mesmo que de modo involuntário. As imagens são coisas perigosas, são os animais que andam por aí bem mais contemporâneos dos lobos do que se pensa; as imagens caçam humanos com os seus dentes cheinhos de tédio e pressa: tenho tédio e tenho pressa, sai da frente, quero aborrecer outro, quero chocar outro. E o humano vai resistindo como pode. A poesia não acalma os terramotos - Gonçalo M. Tavares [...] Cada vez mais me apetece ouvir. Cada vez ...

Golpe de Código

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“Somehow I relapse too often into a feeling of imperfect satisfaction with her… she wants tenderness in her manner towards me. She is too commonplace. Her sensibility seems rather weakness of nerve than the strength of affection. She thinks a good deal of her appearance & dress & has not had time to think much of taking care of mine yet. She is subject to a feeling of shame about me, such as at Scarbro’. I fancy she would sometimes rather be without me. She too much makes me feel the necessity of cutting a good figure in society & that, if I was in the background, she would not be the one to help me forward. She is not exactly the woman of all hours for me. She suits me best at night. In bed she is excellent.” The Secret Diaries of Miss Anne Lister : Volume I ( Helena Whitbread ) As for Honda, he could never be quite at ease unless there were books within easy reach. Among those now at hand was a book he had been lent in secret by one of the student houseboys, a book prosc...