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A mostrar mensagens de dezembro, 2014

Gesta Silvestri

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Fresco in San Silvestro Chapel at Santi Quattro Coronati , Rome - Pope Sylvester I and Constantine «What wonderful authority this is, what wonderful testimony, an unassailable demonstration! I grant you that Gelasius said this when he was speaking in the Council of Seventy Bishops. But he did not say, did he, that the item about the donation is read in the Acts of the most blessed Sylvester? He only says that the Acts of Sylvester are read, and at Rome, and that many other churches follow the authority of Rome’s church. This I do not deny. I concede it, I admit it, I present myself as a witness along with Gelasius. But what does it for you, except that you appear to have deliberately lied in the producing witnesses? No one knows the name of the man who wrote this in the decrees, and he is the only who says it. No one knows the name of the man who wrote the history, and he is the only one brought forward as a witness, and falsely too. Do you, good and sagacious people, think ...

Plethora

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[...]Naquela espécie de maldição radiodifundida no Dia de Natal por Pedro Passos Coelho, o primeiro-ministro tratou de convencer os mais crédulos de que já vivemos no país do leite e do mel. Disse-nos que fizemos tudo bem e que correu tudo bem. Que sofremos mas atravessámos as dificuldades. Que está tudo bem agora e que tudo vai ficar ainda melhor. Que o futuro está aberto diante de nós. Disse-nos que não há nada mais a desejar do que este presente e que este presente é bom. Orwell teria ficado em pânico se o tivesse ouvido, aterrado com a presciência de “1984”. Mau é bom, pobre é próspero, desigualdade é igualdade. Passos Coelho apostou, como faz sempre, no medo. No medo do desconhecido, no medo do futuro. Ameaçou em voz suave que, se os portugueses não fizerem a escolha certa nas próximas eleições, podem deitar tudo a perder. Tudo? A dívida crescente? A pobreza crescente? A desigualdade crescente? A educação e a ciência no caos? Não importa o conteúdo. A mensagem do medo não ...

ad absurdum

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Jan Steven van Calcar in Vesalius's Fabrica (1543) Nos teus olhos altamente perigosos vigora ainda o mais rigoroso amor a luz de ombros puros e a sombra de uma angústia já purificada Não tu não podias ficar presa comigo à roda em que apodreço apodrecemos a esta pata ensanguentada que vacila quase medita e avança mugindo pelo túnel de uma velha dor Não podias ficar nesta cadeira onde passo o dia burocrático o dia-a-dia da miséria que sobe aos olhos vem às mãos aos sorrisos ao amor mal soletrado à estupidez ao desespero sem boca ao medo perfilado à alegria sonâmbula à vírgula maníaca do modo funcionário de viver Não podias ficar nesta cama comigo em trânsito mortal até ao dia sórdido canino policial até ao dia que não vem da promessa puríssima da madrugada mas da miséria de uma noite gerada por um dia igual Não podias ficar presa comigo à pequena dor que cada um de nós traz docemente pela mão a esta pequena dor à portuguesa tão...

Gentle People

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It's such a pleasure to touch your skin To touch your skin It's such a pleasure to touch your heart To touch your heart I can hardly wait I couldn't bare it, to live for fear Of undressing you You're in my world all the time All the time I'll wait 'til you arrive To make it to the grave And I couldn't have done Anything else A gentle love A gentle heart (2x) All things that cause you trouble cause pain It's such a pleasure to touch your skin To touch your skin It's such a pleasure to touch your heart I can hardly wait And I'm waiting to hear you now To make it to the grave And I couldn't have done Anything else I couldn't have done Anything else Flying Nun

Lhasa de Pena

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Así ando yo Cantando aún mis penas Queriendo que me ames para mi soledad Y hasta que yo te quiera ¿que quieres que te cante? Por eso me quedo Ay Ay Ay hasta el final Y así amo yo con rimas tan torcidas buscando disonancias Pa' mi nueva canción Y hasta que yo te quiera ¿que quieres que te cante? Y hasta que yo te quiera ¿que vale lo que cante? Por eso me quedo Ay Ay Ay hasta el final Lhasa - Lula

Missing Link

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“- Allons, messieurs, prenons nos dispositions pour la bataille. Nous allons rester sur la colline et ne commettrons point la sottise de descendre en bas. Je me tiendrai au milieu comme une citadelle vivante et vous autres graviterez autour de moi. J'ai à vous recommander de mettre dans les fusils autant de balles qu'ils en pourront tenir, car 8 balles peuvent tuer 8 Russes et c'est autant que je n'aurai pas sur le dos. Nous mettrons les fantassins à pied au bas de la colline pour recevoir les Russes et les tuer un peu, les cavaliers derrière pour se jeter dans la confusion, et l'artillerie autour du moulin à vent ici présent pour tirer dans le tas. Quant à nous, nous nous tiendrons dans le moulin à vent et tirerons avec le pistolet à phynances par la fenêtre, en travers de la porte nous placerons le bâton à physique, et si quelqu'un essaye d'entrer, gare au croc à merdre!!!” Alfred Jarry , Ubu Roi ou Les Polonais “...because once you've ...

Rebuliço

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Estrelas não me deixam só no fundo do menor poço/planeta do universo e a elas eu remeto cada verso que do fundo do meu poço/pó aguço (se debruçam do poço e eu me debruço na poça para vê-las em reverso - seu calar agudo, um segundo cair de gota d'água sobre o mundo) Carlito Azevedo Uma mulher insanamente bonita um dia vai ganhar um automóvel com certeza vai ganhar um automóvel e muitas flores quantas forem necessárias mais que as feias, as doentes e as secretárias juntas já uma mulher estranhamente bonita pode ganhar flores e também pode ganhar um automóvel mas um dia vai com certeza vai precisar vendê-lo Angélica Freitas "Hoje todo mundo é poeta"

Guna Attractor

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Nossa Senhora de Guadalupe - 1531    «Não possuo filosofia em que possa mover-me como o peixe na água ou o pássaro no céu. Tudo em mim é um duelo, uma luta travada a cada minuto da vida entre falsas e verdadeiras formas de consolo. Umas não fazem senão aumentar-me a impotência e tornar-me mais fundo o desespero, outras são fonte de temporária libertação. Falsas e verdadeiras! Deveria antes dizer verdadeira, pois só existe uma consolação verdadeiramente real: a que me diz que sou um homem livre, um indivíduo inviolável, ser soberano no interior dos seus limites. Mas a liberdade começa na escravidão e a soberania na dependência. O sinal mais vivo da servidão é o medo de viver. O definitivo sinal da liberdade é o facto de o medo deixar espaço ao gozo tranquilo da independência. Dir-se-á que preciso de ser dependente para conhecer o gozo de ser livre! É certamente verdade. À luz dos meus actos, percebo que toda a minha vida parece não ter tido por objectivo senão const...

Twill Shine

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«The church is not restrained, in the first place, by having committed herself to any dogmatic definitions of the meaning of inspiration. Is is remarkable indeed that Origen’s almost reckless mysticism, and his accompanying repudiation of the historical character of large parts of the narrative of the Old Testament, and some parts of the New, though it did not gain acceptance, and indeed had no right to it (for it had no sound basis), on the other hand never roused the church contrary definitions. Nor is it only Origen who disputed the historical character of parts of the narrative of holy scripture. Clement before him in Alexandria, and the medieval Anselm in the West, treat the seven days’ creation as allegory and not history. Athanasius speaks of paradise as a “figure”. A medieval Greek writer, who had more of Irenaeus that remains to us, declared that “he did not know how those two kept to the letter and took the account of the temptation historically rather than allegoricall...

Abre Núncio

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«¿Se asoma el mundo a otro abismo, a otro 1914? ¿O vivimos, como sostenía el personaje de Voltaire, en el mejor de los mundos posibles? ¿Es posible que la respuesta no sea ni lo uno ni lo otro? ¿Que, como describía el célebre párrafo inicial de la Historia de dos ciudades de Dickens, refiriéndose a las vísperas de la Revolución Francesa, este sea el mejor de los tiempos y el peor de los tiempos, la edad de la sabiduría, y también de la locura, la época de las creencias y de la incredulidad, la era de la luz y de las tinieblas, la primavera de la esperanza y el invierno de la desesperación? De la respuesta a estas preguntas dependerá cómo nos enfrentemos al mundo. Un mal diagnóstico puede llevar a políticas erróneas que agraven las crisis que debían resolver. Lo explica David Rothkopf en su último libro, National insecurity: american leadership in the age of fear (Inseguridad nacional: el liderazgo americano en la edad del miedo). “Durante más de una década, América vio amenaz...

Winter Shores

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Late lies the wintry sun a-bed, A frosty, fiery sleepy-head; Blinks but an hour or two; and then, A blood-red orange, sets again. Before the stars have left the skies, At morning in the dark I rise; And shivering in my nakedness, By the cold candle, bathe and dress. Close by the jolly fire I sit To warm my frozen bones a bit; Or with a reindeer-sled, explore The colder countries round the door. When to go out, my nurse doth wrap Me in my comforter and cap; The cold wind burns my face, and blows Its frosty pepper up my nose. Black are my steps on silver sod; Thick blows my frosty breath abroad; And tree and house, and hill and lake, Are frosted like a wedding-cake. Winter-Time by Robert Louis Stevenson (from A Child’s Garden of Verses, 1885) Sharp is the night, but stars with frost alive Leap off the rim of earth across the dome. It is a night to make the heavens our home More than the nest whereto apace we strive. Lengths down our road each fir-tr...

Marble Dance

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ORAÇÃO NA BOA abaixo a caridade e o amor parido em laboratório e muito cuidado com o senhor tu és pó e se não tiveres juízo ao pó voltarás cordeiro de deus devolve as seringas imediatamente nunca digas desta não snifarás porque sobre a tua pedra ninguém constrói a sua não comungues dessa olhas as hóstias são ácidos pega na escova de dentes no cosmos e na miúda nada será como dantes como penitência compra um citroen haxixe e reza 24 prestações faz-te à estrada põe-te na vida por teu risco e conta Convém Avisar os Ingleses (2002) AMPULHETA certas metáforas começam a fruir reais. as coisas têm que ser de quem as estima não de quem as possui. o coração só flui se ser bom for um dever bonito um direito. mesmo que não gostes de mim, tempo, hei-de ser sempre o teu melhor amigo. a história sempre te traiu, mentiu e tu, sábio, sempre a corrigiste com elegância e compreensão. digo isto porque foi assim que a minha cabeça se abriu e o meu corpo apre...

Brufen

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Começar pelo lugar da partida, cavaleiro andante à beira mira, a avistar arribas na zambujeira, perdendo-nos nas praias do malhão - aivados, suave mar em crista rebolando seixos, as escalas nas casas de amigos ou alugadas com mega_repastos antes de noitadas no istmo das torres à entrada das barcas, xamãs antigos ou almas renovadas pelas esquinas de aqui ou nas piscinas acalmiadas. Escorregar na escadaria natal, embater a coluna, ficar sem respirar, sem mudanças de maior após despertar no castro fresco esverdeado; das primeiras chuvas à análise do esvazamento do novo pátio - do sardão ao sardoal - escoar as inundações repentinas destes meses com festivais em terenos úberos pelas meadas. Tratar das recepções rápidas, aniversários fulminantes e carreiras intermináveis em dias intactos, tempos mortos dissecados em detalhe por saídas sem destino sendo sempre os mesmos a girar mas em círculos cada vez mais alargados, fechado com séries online no ninho reforrado para a quadra, p...

ruins

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1. Iremos procurar a razão da giesta a razão do amarelo iremos procurar a razão iremos procurar e os olhos tomarão todas as cores as cores de tudo 2. Mordeu a vida a pele da minha mão direita. Na mão direita que segura o ferro e assim julgava dominar o tempo, devagar, mas depressa, como não existindo, entrou incendiado um sopro do destino sobre o qual aqui me tenho acocorado. 3. Sentado no curto escabelo que me deram espreito aqui da cave pela janela alta as pessoas que passam. Passam passam deixo de vê-las enquanto ergo e baixo a ferramenta. Continuo sentado no escabelo que me deram e no escuro desta cave estou acompanhado. Sim, acompanhado não por quem passa mas por quem não passa. 4. Há um rio e o outro lado do rio. Ao longe há um verde entrando pelos olhos que fecho e sem saber ao certo se o que entra é a cor de um certo tempo antigo ou o licor de um outro tempo novo. E verifico então de olhos molhados que não há que saber nem di...