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A mostrar mensagens de março, 2013

Hood Captain

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«Et parce que l’une des principales parties de la sagesse est de savoir en quelle façon et pour quelle cause chacun se doit estimer ou mépriser, je tâcherai ici d’en dire mon opinion. Je ne remarque en nous qu’une seule chose qui nous puisse donner juste raison de nous estimer, à savoir l’usage de notre libre arbitre, et l’empire que nous avons sur nos volontés. Car il n’y a que les seules actions qui dépendent de ce libre arbitre pour lesquelles nous puissions avec raison être loués ou blâmés, et il nous rend en quelque façon semblables à Dieu en nous faisant maîtres de nous-mêmes, pourvu que nous ne perdions point par lâcheté les droits qu’il nous donne. Ainsi je crois que la vraie générosité, qui fait qu’un homme s’estime au plus haut point qu’il se peut légitimement estimer, consiste seulement partie en ce qu’il connaît qu’il n’y a rien qui véritablement lui appartienne que cette libre disposition de ses volontés, ni pourquoi il doive être loué ou blâmé sinon ...

Fortuna Desperata

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Pico della Mirandola «Li nos escritos dos Árabes, venerandos Padres, que, interrogado Abdala Sarraceno sobre qual fosse a seus olhos o espectáculo mais maravilhoso neste cenário do mundo, tinha respondido que nada via de mais admirável do que o homem. Com esta sentença concorda aquela famosa de Hermes: "Grande milagre, ó Asclépio, é o homem". Ora, enquanto meditava acerca do significado destas afirmações, não me satisfaziam de todo as múltiplas razões que são aduzidas habitualmente por muitos a propósito da grandeza da natureza humana: ser o homem vínculo das criaturas, familiar com as superiores, soberano das inferiores; pela agudeza dos sentidos, pelo poder indagador da razão e pela luz do intelecto, ser intérprete da natureza; intermédio entre o tempo e a eternidade e, como dizem os Persas, cópula, portanto, himeneu do mundo e, segundo atestou David, em pouco inferior aos anjos. Grandes coisas estas, sem dúvida, mas não as mais importantes, isto é, não tais que c...

Whirl Wind

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There is an I in me, Deeper than me, Whose eyes look at me From inside of me Your love has wrested me away from me, You're the one I need, you're the one I crave Day and night I burn, gripped by agony, You're the one I need, you're the one I crave I find no great joy being alive, If I cease to exist, I would not grieve, The only solace I have is your love, You're the one I need, you're the one I crave Lover yearn for you, but your love slays them, At the bottom of the sea it lays them, It has God's images - it displays them, You're the one I need, you're the one I crave Even if, at the end they make me die And scatter my ashes up to the sky, My pit would break into this outcry: You're the one I need, you're the one I crave Let me drink the wine of love sip by sip, Like Mecnun, live in the hills in hardship, Day and night, care for you holds me in its grip, You're the one I need, you're the one I crave ' Yunus Emr...

Invisible Cycle

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"Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião" Alcorão , Suratra 4,171 No ano em que o Teatro Meridional comemora os seus 20 anos de existência e numa altura em que o contexto social e político promove inquietantemente a insegurança, escolhemos contar uma história onde a simplicidade e dimensão afetiva são o esteio da representação : o "encontro" de um homem com outro homem que aconteceu no tempo de uma vida, tal como o "encontro" acontece no lugar do teatro. Se cada um de nós ...

Sapiens Venalis

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«Há muitos, muitos anos, marquei um encontro naquela curva, ao cimo do Parque Eduardo VII. E sabe o que aconteceu? Fiquei uma hora de um lado da curva e a outra pessoa do outro. Só quando desesperei e comecei a andar nos encontrámos. É poético. Ou anti-poético. Tanto faz, é como nas moedas. O antipoético é a outra face do poético? Não. Não sei o que possa ser. O apoético ou o não poético, isso sei. E o que é? É o prosaico, o quotidiano. É uma existência desprovida de pesquisa de si mesma, que vai acontecendo, sem levantar questões sobre esse acontecer. E quando se levantam essas questões, não é necessariamente poético. Quando é então? Há milhares de livros, desde Aristóteles, que o tentam definir. Cada um é como a talhada de um melão. porque é apenas uma fatia, uma perspectiva. Mas parece-me que para chegar à poesia uma das componentes fundamentais é a sensação de perda, ou melhor, de incompletude, de falta de qualquer coisa, mesmo nos momentos mais esplendorosos. É a dif...

Evil Gate

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Vem que o amor não é o tempo Nem é o tempo que o faz Vem que o amor é o momento Em que eu me dou, em que te dás Uma óptima e extensa viagem por auto-estradas vazias para a união da família, com visita ao palácio de flores de pessegueiro a combinar no pátio e frésias a transbordar dos canteiros; envio de cambalhota azul para conforto no apartamento renovado, rotas nas escritas lendárias em vários diários e suportes, debatidas na sequência para compreender os erros. E falho as audiências marcadas, paga-las todas, sem favas - só nabiças, espinafres, aipos: alerta pela mensagem de démeter, reforço os lembretes com próximo encontro da aniversariante no ritual a norte e converso com os morzinhos após a noite de copos em ressaca pela marginal direitos ao raso, conduzidos pela bela inês. Aqui os jovens skaters não sabem como entrar no interior do cristalino café pela esplanada, as jovens giras falam dos estudos, de bola e namoricos enquanto o sol vem aquecer-me a cara em l...

animals nitrates

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Borbón Dos-Sicílias Chávez, Berlusconi Grillo, Draghi Scolia, Bergoglio Monti, Schäuble Barroso, Constâncio Obama, Netanyahu Seabra, Moreira Menezes, Seguro Zorrinho, Montenegro Relvas, Gaspar Coelho, Cavaco Sócrates, Sarkozy Merkel, Lagarde E o Chipre, pá?

Spheniscídeo

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E se repetíssemos o post dos felizes para parabenizar as suas muitas primaveras ? If I asked you now Will you be my prince Will you lay down your armour And be with me forever When you open me All the power in me moves How you want to see All the depths of me real When you open me All the power in me moves I feel real How I love you When I look into your eyes There's a danger inside When I see the edge I can never hide See my running, running, to you from you to you There's a strange love inside It's getting louder And louder and louder and louder and louder There's a danger I can't hide Who I am, it's who I am, it's who I am I'm in love! I'm in love! I'm in love! I'm in love! I'm in love! I'm in love! I'm in love! I'm in love! Gonna build you up, gonna help you believe sunny Gonna build you up, gonna help you be free honey There's a strange love inside It's getting louder ...

Vera Tosca

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Aqui ficam os seus vídeos de atmosferas características: este segundo para Brian Warner ; Outro clip que se tornou inter_activo para esta sequência do filme de Lars von Trier; Um para o início dos Interpol ; E agora, já depois das estrelas do camaleão , este para o Justin (que aparece só no fim).

True Romance

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Oh my love what are we doing here This little heart Racing through the gates Lighting up my cigarettes and counting out the change in our pockets Tell me love Will we ever know ourselves? True romance True romance Oh my love Keep your eyes on the road I am asleep to the lights up ahead What kind of minds are these that the gods and the television gave us Hold me love until we disappear again Here we are True romance Here we are True romance You hold it in your hands - true romance I found a place to make a stand - true romance Never knowing where you came from Or where to go, true romance Never knowing where you came from Or where to go, true romance And whatever was I thinking WhenI let you go Now tell me what was I thinking When I let you go True romance True romance Here we are, true romance True romance Here we are

Mano

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Michiel van Coxcie - 'The death of Abel'(1539) | Madrid - Museo del Prado Foi o primeiro: abriu-me o caminho para a liberdade de escolha, desafiando os pais com as apetências futebolísticas (berlindes e carrinhos - hoje encontrei um!) e riscos na amizade e conquista social. Levou as sovas que me preveniram em construção de moral, e as evitaram (porque desculpavam-me as próteses visuais). É dele o dia, tal como a representação do pai que se tornou quando nos mudámos juntos e iniciámos a vida autónoma em maturidade (formaram-me, as poucas discussões e choros), assumindo-a ainda mais desde que o próprio partiu. Foi rebelde na sua acne e cabeleira grunge, ao cortar com o seminário; ilustrou-me as suas aventuras boémias nos bailes, festas e idas à ribeira, nos part-times de verão em restaurantes para turistas; incitou-me com o seu exemplo aos concursos de carreira pública, na participação cívica, quase partidária. E aceitou-me desde o dia em que lhe revelei que era como os fr...

Land Lines

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Na rota do sagrado "Talvez porque a morte se dê a ver de uma forma mais densa. Pinto em grande inquietação. Quanto mais envelheço, mais tenho a sensação de que a terra nos dá a vida e a morte. O tempo é limitado. Tenho vindo a isolar-me, sobretudo em Trás-os-Montes, desde que fiz 60 anos. Vivemos num planeta pequeno, invadido pela globalização, onde somos obrigados a ter uma imensa força, insuficiente para a nossa tão grande fragilidade. A fragilidade assusta, mete medo. Sentimo-la na solidão, na doença, nos cataclismos ambientais, numa ética que deixou de o ser e que coloca novas questões à Humanidade e, por sua vez, à arte." Graça Morais , 2008 “Tempo humano, sem dúvida, nem há tempo que o não seja. O tempo da consciência do tempo, que exprime nas suas figuras agarradas à terra como se nunca tivessem sido crianças, como se nunca se tivessem erguido noutros espaços que os do silêncio e do esforço.” Júlio Moreira , 2011

Âmago

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Deves andar sempre ébrio. É a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros e te verga ao encontro da terra, deves embriagar-te sem cessar: com vinho, com poesia, ou com a virtude. Escolhe, mas embriaga-te. E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Com vinho, com Poesia, ou com a virtude. Charles Baudelaire Aguardei em silêncio, digerindo a angústia destes dez anos, para transformá-la em recompensas, dádivas de amor e auto_aprendizagem. Já fazia os meus rastreios anónimos no CAD da lapa, talvez anuais, pois percebendo o risco de muitos comportamentos incons...

Hate Scene

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“(… ) Larga a cidade masturbadora, febril, rabo decepado de lagartixa, labirinto cego de toupeiras, raça de ignóbeis míopes, tísicos, tarados, anêmicos, cancerosos e arseniados! Larga a cidade! Larga a infâmia das ruas e dos boulevards, esse vaivém cínico de bandidos mudos, esse mexer esponjoso de carne viva, esse ser-lesma nojento e macabro, esse S ziguezague de chicote autofustigante, esse ar expirado e espiritista, esse Inferno de Dante por cantar, esse ruído de sol prostituído, impotente e velho, esse silêncio pneumônico de lua enxovalhada sem vir a lavadeira Larga a cidade e foge! Larga a cidade! Vence as lutas da família na vitória de a deixar. Larga a casa, foge dela, larga tudo! Nem te prendas com lágrimas que lágrimas são cadeias! Larga a casa e verás — vai-se-te o Pesadelo! A família é lastro: deita-a fora e vais ao céu! Mas larga tudo primeiro, ouviste? Larga tudo! — Os outros, os sentimentos, os instintos, e larga-te a ti também, a ti principa...

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You know like the back of your hand Who let em in You got me into this mess so You get me out. You know like the back of your hand Your bell jar. Your collection. Ingenue. You get me into this mess. Fools rushing in, yeah, And they know it. The seeds of the dandelion you know blow away. In good time, I hope, I pray. If I'm not there now physically, I'm always before you Come what may. And you know it. Fools rushing in Yeah Well you know it. Who let them in? Yeah Well you know it Gone with a touch of your hand Gone with a touch of your hand Move through the moment Though it betrays Transformations Jackals and flames If I knew now What I knew then Just give me more time I hope and pray I mistake all you say The seeds of the dandelion you blow away Atoms for Peace

Pæan Valentinas

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How shall the burial rite be read? The solemn song be sung? The requiem for the loveliest dead, That ever died so young? Her friends are gazing on her, And on her gaudy bier, And weep!--oh! to dishonor Dead beauty with a tear! They loved her for her wealth-- And they hated her for her pride-- But she grew in feeble health, And they _love_ her--that she died. They tell me (while they speak Of her "costly broider'd pall") That my voice is growing weak-- That I should not sing at all-- Or that my tone should be Tun'd to such solemn song So mournfully--so mournfully, That the dead may feel no wrong. But she is gone above, With young Hope at her side, And I am drunk with love Of the dead, who is my bride.-- Of the dead--dead who lies All perfum'd there, With the death upon her eyes. And the life upon her hair. Thus on the coffin loud and long I strike--the murmur sent Through the gray chambe...