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A mostrar mensagens de junho, 2013

Sol Sisto

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N’eus-je pas une fois une jeunesse aimable, héroïque, fabuleuse, à écrire sur des feuilles d’or, – trop de chance! Par quel crime, par quelle erreur, ai-je mérité ma faiblesse actuelle? Vous qui prétendez que des bêtes poussent des sanglots de chagrin, que des malades désespèrent, que des morts rêvent mal, tâchez de racontez ma chute et mon sommeil. Moi, je ne puis pas plus m’expliquer que le mendiant avec ses continuels Pater et Ave Maria . Je ne sais plus parler! Pourtant, aujourd’hui, je crois avoir fini la relation de mon enfer. C’était bien l’enfer; l’ancien, celui dont le fils de l’homme ouvrit les portes. Du même désert, à la même nuit, toujours mes yeux las se réveillent à l’étoile d’argent, toujours, sans que s’émeuvent les Rois de la vie, les trois mages, le coeur, l’âme, l’esprit. Quand irons-nous, par delà les grèves et les monts, saluer la naissance du travail nouveau, la sagesse nouvelle, la fuite des tyrans et des démons, la fin de la superstition,...

Antonius

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Vou perguntar ao mais vidente Se o meu futuro será sorridente. Vou consultar quem tem visão Se ainda vale a pena fazer tenção Quem é capaz de adivinhar se a minha fonte vai correr ou secar? Quem é capaz de me dizer Se a manhã traz a minha força de crer Quem é capaz de aconselhar Se devo estar aqui ou mudar de lugar Quem é capaz de assegurar se no futuro posso respirar? Quem é capaz de m' indicar se eu hei-de andar depressa ou devagar? Quem é capaz de me tirar desta incerteza, se hei-de rir ou chorar? Quem é capaz de me ver na mão a linha-vida, qual a duração? Quem é capaz de m'informar s'é linha recta ou se vai encurtar? Quem é capaz de aconselhar se não for certa se hei-de cortar? Aos 39, 29 anos depois

Streets Are Ours

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Danger Thieves Do you know why you got feelings in your heart? Don’t let fear of feeling fool you What you see sets you apart And there’s nothing here to bind you It’s no way for life to start Do you know that tonight the streets are ours? Tonight the streets are ours These lights in our hearts they tell no lies Those people they got nothing in their souls And they make our TVs blind us From our vision and our goals Oh, the trigger of time it tricks you So you have no way to grow But do you know that tonight the streets are ours? Tonight the streets are ours These lights in our hearts they tell no lies And no one else can haunt me The way that you can haunt me I need to know you want me I couldn’t be without you And the light that shines around you No nothing ever mattered more than not doubting That tonight the streets are ours Do you know how to kill loneliness at last? Oh, there’s so much there to heal dear And make tear stains of the past...

Epitalâmio

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"Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida ." Vinde a nós, ó musas deste rio! Acedei sempre aos apelos sinceros, respondam às chamadas de Deméter e a ela se juntem neste recanto de harmonia e breve abundância (ele foi peixe no forno, que ainda serviu para tostar a broa sobre o bacalhau, regado desse vinho leve...)! Que a escolha pela curva no alto do caminho vos surpreenda ao avistarem a foz, a outra margem do alto da alameda sem pinheiros que nos leva à entrada do palácio ; que preencham esse átrio de milhentas metáforas esculptóricas e larguem a construção do restante para assinalarem com o pomo de Hera os seguintes seres gerados do seio de Eurínome forrados na delicada renda de Ariadne (touros, gatos, cães, salamandras, muito marisco); que atravessem esse escuro jardim do éden assinalado com as suas penas, parem pelo de inverno a todo o vapor, sigam entre os pedestais entrançados e subam a es...

Lavish Lusiada

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«O ato do nascimento de Portugal "apareceu, e com razão, como da ordem do injustificável, do incrível e do milagroso, ou num resumo de tudo isso, do providencial". Assim, essa "conjunção de um complexo de inferioridade e de superioridade" cumpre "uma única função: a de esconder de nós mesmos a nossa autêntica situação de ser histórico em estado de intrínseca fragilidade". Eis o bilhete de identidade dos portugueses: esta "intrínseca fragilidade" tem sido compensada pelo "irrealismo prodigioso" por que nos vemos a nós próprios como seres dotados de missão histórica providencial. E a verdade é que, historicamente, existe uma fundamentação tanto para a existência deste duplo complexo quanto do irrealismo por que sonhamos: "...se excetuarmos talvez a Macedónia e Roma, poucas vezes um povo partindo de tão pouco alcançou (...) um direito tão claro a ser tido por grande". A verdade é que, mesmo na "hora solar da nossa ...

Body Work

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salir a la calle sin otro trabajo que vagar sin objetivo entretener el miedo se convierte en superstición  nos dirán qué hacer tú y yo parados en el centro de la muchedumbre uno piensa en una flecha de alguna manera el dolor desaparece como la luz menguante de los charcos Isabel Bono

Last Supper

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Todas as Religiões são uma Só  A Voz de alguém que clama no Deserto O Argumento : Já que o verdadeiro método de conhecimento é a experiência, a verdadeira faculdade de conhecer tem de ser a faculdade que experimenta. Desta faculdade trato eu aqui. Princípio 1º. :Que Génio Poético é o verdadeiro Homem, e que o corpo ou forma externa ao Homem deriva do Génio Poético. De igual modo as formas de todas as coisas derivam do seu Génio, a que os Antigos chamavam Anjo & Espírito & Demónio. Princípio 2º. : Tal como todos os Homens são semelhantes na forma externa, Assim (e com a mesma variedade infinita) todos são idênticos no Génio Poético. Princípio 3º. : Nenhum homem é capaz de pensar, escrever ou falar do coração sem intentar a verdade. Por isso todas as seitas da Filosofia resultam do Génio Poético adaptado às fraquezas de cada indivíduo. Princípio 4º. : Tal como ninguém consegue descobrir o desconhecido viajando por terras conhecidas, Assim do conhecimento adquiri...

religious toll

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Feel just Like a Child Apesar do protocolado ficar aquém nos participantes, partimos com a promessa de natureza e abandono, servida em doses maciças de deslumbrantes paisagens. Do mesão à régua, adoça-se com conversa íngreme da mãe que celebra a criança aprovada em hotel com spa enquanto chegamos ao miradouro torguiano de galafura : um ar límpido sopra nesse alto promontório sobre o douro vinhateiro que sobe ao fundo – piquenicamos antes da enchente de autocarros e descemos então aos primeiros vales da beira com o inebriante perfume dos sabugueiros em flor para pararmos na ponte de ucanha com exposição biobibliográfica pelos três pisos da torre medieval, do natural e exímio leite de vasconcelos. Encantados pelo correr das águas, penetramos a sombra fresca das faias que encerram as pacatas cascatas do varosa e dirigimo-nos à incompleta maré pós-barroca levantada em salzedas , sobre os visíveis arcos românicos da igreja e claustros (que aguardam em suspenso um jantar monástico ...