فيتور
[...] Muitas dinâmicas de discriminação e de sentimento de supremacia encontraram, e encontram ainda, apoio e legitimidade neste princípio do mérito e da superioridade, do desmérito e da inferioridade. Mas esta estratégia não chega, a ela se adicionam outras, como a estratégia da vitimização: o “racismo inverso”, as “feminazis”, o “ lobby gay ”, a “ideologia de género”, os “ wokes ”, “eles querem dominar, hierarquizar, impor, substituir”, “já não se pode dizer nada”, a “ditadura do politicamente correto”, etc. Esta estratégia também não é nova, já Kwame Ture tinha compreendido que “o trabalho do opressor é fazer acreditar que o opressor e o oprimido têm a mesma história”, denunciando ainda o facto de os falsos aliados preferirem sempre confrontar os oprimidos tentando influenciá-los e não os opressores. E assim se chega a uma outra estratégia, desta vez mais subtil, a estratégia da defesa oportunista dos mais vulneráveis, a estratégia do dividir para desviar a atenção, defen...