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Walzer

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Tu, ontem, Na dança Que cansa, Voavas Co'as faces Em rosas Formosas De vivo, Lascivo Carmim; Na valsa Tão falsa, Corrias, Fugias, Ardente, Contente, Tranqüila, Serena, Sem pena De mim! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... — Eu vi!... Valsavas: — Teus belos Cabelos, Já soltos, Revoltos, Saltavam, Voavam, Brincavam No colo Que é meu; E os olhos Escuros Tão puros, Os olhos Perjuros Volvias, Tremias, Sorrias, P'ra outro Não eu! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... — Eu vi!... Meu Deus! Eras bela Donzela, Valsando, Sorrindo, Fugindo, Qual silfo Risonho Que em sonho Nos vem! Mas esse Sorriso Tão liso Que tinhas Nos lábios De rosa, Formosa, Tu davas, Mandavas A quem ?! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas,.. — Eu vi!... Calado, Sózinho, Mesquinho, Em zelos Ardendo, Eu vi-t...

Introvert Splendor

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«[...]Aliás, estou fora de moda. Confesso que gosto bastante deste regime. É o mais democrático que o país já teve. Em breve será mais duradouro do que a ditadura que o antecedeu. No que depender de mim, por muitos anos. Foi este regime que permitiu a milhões de miúdos como eu, que tiveram a sorte de com ele nascer, sem virem de famílias "de bem" ou "de posses", simplesmente viver em liberdade e correr mundo e estudar e escrever à vontade sem irem parar com os costados a uma guerra colonial ou uma enxovia  numa prisão qualquer. Não vou em cantigas de uma "quarta república" quando para mim esta é apenas a Segunda República (que o Estado Novo nunca foi nem quis ser) e do que sei do fim da Primeira, conversas sobre acabar com diferenças de opiniões, na Justiça ou na política, acabam sempre mal. Querem encurtar os prazos dos julgamentos ou alongar os de prescrições em crimes de corrupção? Expliquem, opinem, votem e legislem como compete a um Estado de direito ...

balaústre

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Põe em versos a vida, transcrevendo  fielmente, sem calar pormenores, a evidência dos que vão vivendo. Mas não te esqueças de que ver não é  saber, nem poder, tão ridículo  querer andar que não pelo próprio pé. No sub e no supramundo somam-se  cumplicidades de vísceras, dardejam olhares  de pactos. E os presentes assomam-se Ao limbo do intermédio balaústre: aplaudem, lastimam ambos os sentidos do sublime - o infame, o ilustre. Põe também em versos que morrer  a todos é possível mais do que nascer  e em todo o caso, ser é mais do que dizer. A vida em versos - Giovanni Giudici (1924-2011) Meu amor  quando apareceres  irás encontrar aqui uma poeta  não propriamente o que se escolheria.  Não posso prometer  que nunca passarás fome  nem que não ficarás triste  nesta terra  esventrada  a cair aos pedaços mas posso mostrar-te  bebé  o suficiente para amares para te destroçar o coração  para sempre C...

Otro Mund0

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¿Por qué decir nombres de dioses, astros espumas de un océano invisible, polen de los jardines más remotos? Si nos duele la vida, si cada día llega desgarrando la entraña, si cada noche cae convulsa, asesinada. Si nos duele el dolor en alguien, en un hombre al que no conocemos, pero está presente a todas horas y es la víctima y el enemigo y el amor y todo lo que nos falta para ser enteros. Nunca digas que es tuya la tiniebla, no te bebas de un sorbo la alegría. Mira a tu alrededor: hay otro, siempre hay otro. Lo que él respira es lo que a ti te asfixia, lo que come es tu hambre. Muere con la mitad más pura de tu muerte. El otro Es necesario, a veces, encontrar compañía. Amigo, no es posible ni nacer ni morir sino con otro. Es bueno que la amistad le quite al trabajo esa cara de castigo y a la alegría ese aire ilícito de robo. ¿Cómo podrás estar solo a la hora completa, en que las cosas y tú hablan y hablan, hasta el amanecer? Apelación al Solitário Día del esplendor y la abundancia. La...

Quai des Roses

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«Evaristo Gamelin, pintor, discípulo de David, membro da secção da Ponte Nova (anteriormente secção Henrique IV), compareceu de manhã cedo na antiga igreja dos Barnabitas, onde há três anos — desde 21 de Maio de 1790 — funcionava a assembleia geral da secção. Esta igreja ficava numa praça estreita e sombria, próxima do portão do Tribunal. Na fachada, composta de duas ordens clássicas, ornada de mísulas invertidas e vasos chamejantes, mortificada pelo tempo, ofendida pelos homens, os emblemas religiosos tinham sido esmigalhados e haviam escrito em letras negras, por cima da porta, a divisa republicana: «Liberdade, Igualdade, Fraternidade ou Morte». Evaristo Gamelin subiu a nave; as abóbadas, que ouviram os padres da congregação de S. Paulo, de roquete, cantar os ofícios divinos, viam agora os patriotas, de gorro frígio, reunidos para eleger os funcionários municipais e deliberar sobre os assuntos da secção. Os santos, retirados dos nichos, estavam substituídos por bustos, o de Bruto, o ...

المصير‎

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«Further, he is under obligation to choose the best religion of his period, even when they are all equally true for him, and he must believe that the best will be abrogated by the introduction of a still better. Therefore the learned who were instructing the people in Alexandria became Muslims when Islam reached them, and the learned in the Roman Empire became Christians when the religion of Jesus was introduced there. And nobody doubts that among the Israelites there were many learned men, and this is apparent from the books which are found amongst the Israelites and which are attributed to Solomon. And never has wisdom ceased among the inspired, i. e. the prophets, and therefore it is the truest of all sayings that every prophet is a sage, ‘ but not every sage a prophet; the learned, however, are those of whom it is said that they are the heirs of the prophets. And since in the principles of the demonstrative sciences there are postulates and axioms which are assumed, this must still...

Corrosive Colapse

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"[...] Todo o país estará portanto mergulhado num exame de consciência. Todo? Não. Um homem continuará certamente a isentar-se de tal necessidade. Desde o início deste processo - , nunca nada é motivo de exame de consciência para ele, tudo sempre é motivo de cabalas e assassinatos de carácter de que ele é vítima. Incluindo naquilo que ele próprio admite, como a utilização de dinheiro vivo em quantidades avultadíssimas ou o viver, como ex-governante, à conta de "empréstimos" secretos de um amigo empresário, José Sócrates acha que tudo é normal desde que seja impossível provar que é criminal. [...] Julgar a corrupção, à justiça pertence - mas a nós cabe-nos julgar outra coisa para a qual já existe uma abundância de provas, que é a corrosão. E aquilo que no discurso de José Sócrates me parece mais corrosivo é precisamente essa posição de desresponsabilização em relação aos seus atos, criminais ou não. O país bem pode mergulhar num exame de consciência. Mas nem nisso Sócrate...