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«Onde está o político que nos diga alguma coisa sobre o modo como vivemos a difícil arte de viver? Onde está o deputado que ponha na agenda (do parlamento e da sociedade) a reflexão sobre a informação que temos, a televisão que vemos, as relações sociais que, com ou sem redes, nos fazem dialogar com o outro?
Onde está uma visão política que se defina, não de forma instrumental, mas visceralmente, como um programa cultural?»
Políticos Portugueses - Que cultura?



«Acontece que o jornalismo contemporâneo vive parasitado por uma ingenuidade (?) perigosa: o que existe como imagem tende a ser imediatamente tratado como "reprodutível", dando origem a uma proliferação do mesmo que, pelo seu efeito de repetição, acaba por favorecer uma banalização sem pensamento, tecida de uma indiferença visceral em relação àquilo que se vê e dá a ver. Tudo pode ser imagem? Sem dúvida, porventura até o silêncio indizível da morte — mas a imagem não é tudo.»
A imagem da bomba terrorista


 
João Lopes no Sound+Vision, ontem


Ana Pinto Afonso - ARCO (Outubro, 2015 , Livraria Sá da Costa - Rua Garrett | Lisboa)

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