Mons Sanctus



Cumprem-se hoje duas semanas desde que (há três anos) iniciámos a nossa habitual peregrinação, desta vez com um desvio para visita aos castelos de belmonte - antecedido pela descoberta do centum cellas e a rubra vinha a desvanecer-se nos vales, do azeite ao madeiro, atravessando a azinhaga do inverno para alcançar as raízes em museu judaico; ainda entrada na igreja de fantasia e subida ao castelo do pedro com novo átrio e balcão manuelino. Então, já pela nacional cruzamos a ponte de caria e perdemo-nos com farturas até sairmos da cova da beira e alcançarmos o riba_côa - e sortelha, já num pôr do sol por quintais roubados ao casario de pedra que preenche as muralhas na colina. Descemos ao terreiro das bruxas e pela ribeira de meimoa, alcançamos a vila periférica- depois de aranhas e salvador, a aldeia!



Refugiados na casa de proença, somos acolhidos pelo casal septuagenário que lavra e colhe e oferece o avio de batatas e cebolas; uma sopa, pão, queijo e vinho, lebre guisada e batata cozida com salada mista;  alimentamo-nos de sebes musgosas a caminho do carroqueiro, com as suas rochas lisas até ao abrigo de vir-a-corça; depois as cristas da penha, a descida pela escadaria de piteiras a pique até ao regato do ponsul, romãs e tangerinas na fonte e subida para bolo de centeio. Ainda vamos à feira de moraleja e seguimos para a surpreendente Caurium, com os seus restos de história na torre e prisão real, na catedral de pé alto a abrir e motivos platerescos nos pórticos; ainda corremos para darmos com o cemitério fechado (mas agora sabemos da chave) e do banquete de caça ao javali e veado dos primos. E da conversa da arte intrínseca, surgem os rastilhos de uma guerra. No último dia conquistamos de novo o castelo pela neblina.

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