Mnemosyne Atlas
Entrevista ao comissário da exposição Atlas "Como levar o mundo às costas?" de Aby M. Warburg no MNCARS
Após o jantar pré_bissa´s birthday, vou ao salto e, juntando os catitas, seguimos para a festa no teatro do bairro – com um calendário azteca a mover os dias, dá-se finalmente o encontro marcado há quinze anos nessa primeira página entre o guerreiro da luz e o seu dom supremo; agarrados àquele amor adiado, entramos na construção ilimitada do sonho, dali para o coração do príncipe em carro parado até à madrugada da noite do fim. Acompanhamo-nos pela consoada e antes do réveillon ainda conheço os abraços, cafés e cais corroídos, os shows opostos do margem sul e mister gay, as vidas que se conjugaram, a barraca onde vivem as violetas, igreja e coreto sem piedade, as doenças que nos assaltam e os tascos das proximidades. Mas lembrado ao altar, nos ateliers e jardins, avistado das janelas da cerca do palácio, eis então que surge o silêncio impenetrável do sentido das coisas…
Retomamos na plataforma após delírios de viagens (malásia, singapura, cochinchina) e saída pela nova rua, jantar brasil e subida às memórias, com apresentação do gonzalez, avistamento do sami nas pretas (onde queria levá-lo) e abraço apaixonado à janet e niza; às portas do sol descemos para a sé e, cruzes_credo, tudo parece perfeito – os digestivos de sempre na esplanada, a caminhada pela baixa, o avis(t)ar da porteira, a cave marroquina; surgido o frigorífico enquanto banho, após o passeio da perra, atrasamo-nos às portas dos cacilheiros, na luxúria das baiucas elegantes e instala-se o mal estar em mutismo fervente, do farolim despeço-me e anulamos a cerimónia das festas em arcadas apagadas, refazendo o passeio nostálgico de mãos dadas no carmo, trindade e chiado. A manhã seguinte celebra a paz nesse êxodo interior, assassinando a paixão em soluçantes chamadas e msn’s.
Deliciei-me com esta "revisitação" de um filme que me marcou muito quando o vi - Os Dez Mandamentos.
ResponderEliminarE não fosse o inexplicável aparecimento das bruxas de Macbeth.......as paixões não se assassinam, morrem como nasceram; Moisés acreditou.
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