Solo Dread


Outra descida cheia de expectativas, desta vez para cumprir o décimo aniversário do falecimento paterno e portanto o ritual da troca de flores (três cravos púrpura de centro amarelo) e acender de luzes chinesas dentro do copo das velas, com a surpresa da janela do gavetão e porta da capela do cemitério abertas; uma conversa franca sobre abstinência médica e sexual, seguida de fórmulas de partilha para propriedades devolutas em futuro breve. Tal como a estadia, assim se seguem os encontros imediatos no jardim do amadeo (onde inquérito por erasmus) com frank e filho em convívio livre pela liberdade músico pedagógica, depois o mano em cafés contacto mais regulares, espera na plaza cada vez mais vazia para acolhermos a gata recém esterilizada e actualizarmos relações recentes de reacções complexas; seguimos primeiro à bica e então pelo chiado e baixa fora, acelerados pela procura da vibração na pista do ministerium perdido, quase etilicamente volátil na cama do bar ao fundo mas salvo pela jura de amor eterno.


Preparamos os cadilhos paralelos recortando a condensação pré-natalícia até aos armazéns, recolhemos borra no starbucks, tabaco na havaneza e, descendo as curvas de são lázaro até ao borratém, subimos as escadinhas de são lourenço para brandirmos essa união de almas e gerações no cantinho do aziz que nos apalada com seu gosto moçambicano no makoufe, junta franceses vindos do concerto no coliseu e faz circular todos em procissão até ao terreirinho para sentir os prazeres da jam com batuque e dança nos anos sessenta (ver página 16 da Rosa Maria) e desse cirandar de rastos pelo benformoso até ao intendente após assalto dissimulado no interior, já à saída. O resto da alegria desilusória é bebida no conforto do sofá_cama entre jogos de salão e comemorações do pai comunista, na melhor companhia, nesta que é a rotina solitária de todas as amizades.

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