Adventum

Preparo cuidadosamente a ida antecipada pelo convite de démeter para uma saída nocturna de forma a conhecer o seu povo: reencontro o amigo da terra que veio de apanhar azeitonas, a esposa do irmão do maior, redescubro tokyo por depeche mode que nos segue para copenhagen e aí sermos alvo da rusga que nos revista de alto a baixo e, perdendo a minha, ela é bafejada pela sorte das milhentas bolsas que se escondem dentro das malas das senhoras. Para o final, já na casa que chora sob o monte do Restelo, acordamos na tarde de sábado ao sol deste reencontro; seguimos para a fronteira de Benfica onde aguardamos encomenda para cabo verde pois amiga vai de férias para Sal_Rei e amigo (já foram um casal maravilhoso e separados são três ao quadrado) acompanha a deusa ao jantar no reino da Rocha e seus gémeos. A bissa no seu ninho organiza o motivo desta festa e já todos, vamos buscar os frangos à casa da Índia, chega a loli e no intervalo da refeição com os miúdos, tenho a oferta da escutável compreensão das raízes da nossa música pela voz do rouxinol da planície que assim - menor, vadio, corrido, cantado, bailado, da mouraria ou d’alfama – nos enche o peito de saudade.


Como um rio


Tango


Do alentejo

Durmo na monkas depois dos cafés e chás no animatogarfo, da clau, que foi só a feira da ladra comprar uma bêdê antiga, me trazer o Acácio e o bisnog para una canha na esquina e da boleia para o rato, nos levantamos lentamente na direcção da exposição aguardada que une o mesmo número de tempo descrito acima para essa reconciliação com o passado na exposição das memórias ópticas entre altares, casas e maquetes de cidades. Descemos para oriente onde almoçamos o menu degustativo mediterrânico e toda a infante Dom Henrique para participar a porta que não abre. Subo para o cafofo do casal onde a cadela tem chaminé no quarto e depois de um café com vista e da louça lavada, vamos por pizzas e papaia para encerrar os ares desta época de pijama e respirar a chuva nova.

Comentários

  1. Uiiiiiiiiiii, cheguei ao fim cansado!
    E tu? Aposto que não....

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  2. Eu continuo a postar que nem um doido!
    Grande abraço, Pinguim!

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