Lonerism



Fecho a casa antes de nos dirigirmos pelas vias termais até à escondida aldeia atrás da terra fria, completando a tournée nacional no maior parque protegido. Esperávamos as mudanças na coloração mas adiantámo-nos às estações e assim, por sucessões de cumes obtusos e vales profundos, caminhamos entre as aldeias desoladas - da casa da edra à barragem da serra serrada, pejada de hélices e por sobre as rochas arredondadas; e de dine, onde acaba a estrada da fronteira entrecortada, por carreiros de ermos estreitos, cruzando topografias vamos até às festividades do rosário em fresulfe (onde me perco do grupo sem alcançar as fráguas do tuela, mas regressando ao cruzeiro para buscá-los atrás dos fornos de cal).


As vistas são soberbas, a linha dos montes talhados pelas cristas quartzíticas, os lameiros secos mas verdes de onde se soltam os choupos e freixos a amarelecer, troncos largos violentados de castanheiros e nogueiras, árvores de fruto a latejar junto aos muros das hortas. Ainda as recordamos do outro lado de calabor, e tera acima, subimos até ao mosteiro para percebermos o misticismo do lugar – um lago glaciar que, depois de encontrada a sua fonte na lagoa dos peixes, desce para o banho gelado nos cais de robles. E após a visita ao povo de sanábria com as suas casas tradicionais floridas, entramos na senhora do açougue, damos a volta ao morro do governador e seguimos para ginzo, por todo o lima abaixo até à represa vazia.

Comentários

  1. Por falar em Parques Naturais, não nesse, mas num não muito longe, já dei umas boas voltas contigo.

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  2. Hei, estás de volta!!! Sim, entrei entre a peneda (que não estava nevada)e o gerês!

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