Blood Pressures


Há três meses atrás (dez dias depois do meu aniversário) ia buscar o bisnog à estação de directa para vir ter com o seu amor; a fumá-las, saímos como raios disparados para a vila nova que percorremos até chegar à casa do artista. Juntos almoçamos à beira_minho numa tarde calma e voltamos para tomar café com passeio pela capelinha no meio da massa humana (havia feira e tudo, à volta do castelo). Aguardando o presidente para a inauguração do certame (que acabou há um mês), bebemos gins tónicos nos bombeiros com conterrâneo enquanto esperamos maior mobilidade interna. Subimos numa neblina intensa à escultura de José Rodrigues e descemos atravessando o rio para Espanha; perdemo-nos nas aldeias à entrada e seguimos debaixo de uma chuva milimétrica para o porto d’A Guarda. Jantamos tapas de peixe e polvo observando a lua reflectida sobre as cristas da baía formadas no molhe, pelo brilho espesso do aguaceiro; circundamos o monte de santa terga percebendo a linha de cristais dourados na outra margem. Descemos à passagem mas como já é tarde, regressamos a correr ainda parando para ver os OqueStrada no palco do auditório e para gasolina duas vezes, até casa. Ainda fomos almoçar à esplanada em frente ao paço dos duques e um passeio pela frente da avenida do Brasil até ao centro em comité; beijos no fresco circular de azulejos da senhora do socorro e alfândega, vislumbrando à saída o festival de curtas que então terminava.


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