Portus Cale

Faz uma semana que tive a minha passagem para a costa por um jantar de reencontro com os morzinhos, os casais femininos, o outro com a bebé, Jorge, Sónia e até a gémea que nessa mesma tarde tinha um bilhete no pára-brisas para vender o antigo carro, carregando às costas o peso de uma tese sem ponta por onde se lhe pegue para ganhar uns tostões; foi volante, depois o feriado pelas caxinas na praia e manhã seguinte de caminhada alternada com boleia para o hospital de são João e descida por Santa Catarina e Batalha.

Lugar do Ouro - M.N.S.R. Do Porto e não só...

Hoje por companhia a colega para funeral, desço a Fernão de Magalhães até ao Campo vinte e quatro de Agosto, cruzo a Tomás Fernandes até à Trindade, sempre jovens na Ricardo Jorge, Conceição e Oliveira até à Cordoaria; tento o Soares dos Reis, desço para a vista do arco a este pelos mágicos jardins do Palácio de Cristal em vez dos Caminhos do Romântico, vou pela via panorâmica do Campo Alegre, entre as faculdades, à rua da Arrábida, debaixo da ponte e toda a Diogo Botelho onde as folhas dos carvalhos americanos, amarelecidas e avermelhadas, começam a cobrir o chão musgoso, tal como as suas bolotas_avelãs.

Retirado do Porto Antigo


Chego à Foz escorregando pela rua de Diu e repousando na praia dos Ingleses; faço todo o passeio geológico e marítimo, os molhes, homens ao leme até ao castelo do Queijo. Daqui a um mês volto mas já de carro, espero. Porque aqui tem sido a pé para o Bom Jesus, verificando o azulejo da Gulbenkian, ou até às parretas pela 201 abaixo e sempre todo o centro histórico como um bom desempregado sabe fazer.

Comentários

  1. Eu precisava de andar a pé um bom bocado, mas com esta descrição, já fiquei cansado...

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