Nicolarte

Dar. Não sei se é da época mas o efeito passa por este gesto que tem mil vezes o retorno inexpectável desse calor do receber com o mesmo prazer da dádiva. E temos tanto de bom, em pequenas simpatias, a mais genuína criatividade da obra inspirada no acaso, original, assaz breve mas para sempre. Então chega num ímpeto do momento o convite, a proposta, o presente, cheio, enfeitado e misterioso (o que será?) – e a novidade do espaço, a curiosidade carregada pelos gentios que se acumulam na entrada e esse cheiro da classe na descoberta, faz sentirmo-nos os mais nobres dos seres ali, a saborear aquele espectáculo e a celebrar o cabaret da vida.



Continuamos no burlesco inusitado da coisa: mais um mosteiro vizinho renovado na solidariedade crescente dos tempos difíceis que nos fazem acreditar nessa instintiva bondade humana, essa conquista permanente do outro que nos devolve todo o esforço numa tarde soalheira (mas fria) pelo vale das areias do Cávado, a serra da Pousa e os montes que salpicam o vale de homenagens espirituais. Um longo e tranquilo sono, arrumar por este ano a secretária e após uma sopa dos pobres, fazer a incursão na ensurdecedora tradição estudantil vímara: aguardar a chegada do santo, com ou sem renas e esperar a nossa cura.



A partir de amanhã, terei em mim o eterno condão transformador da energia – que atrai as chamadas desde terras de veracruz e ilhas britânicas.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Palavra

Átimo Sempre

Herbarium Amoris