Inside Job
«Infelizmente, a solução islandesa só é possível num país que se
habituou a viver como a Islândia. Não é preciso ter lido Laxness, é
claro, mas ajuda bastante a compreender que, para um islandês, mesmo nos
anos de ouro, um cêntimo era um cêntimo. Há uns anos, os exemplos de
esbanjamento europeu seriam (eram) chocantes para qualquer islandês que
soubesse fazer contas de somar ou subtrair. Os sacerdotes do exemplo
islandês não compreenderam que tudo tem a ver com o modo de vida. E que
um modo de vida que sustenta o «estado social» não pode construir
estádios nem auto-estradas com dinheiro que não existe. Por isso
deixaram cair os bancos; como penalizaram drasticamente os responsáveis
políticos pelo endividamento — porque foi o endividamento excessivo, com
ou sem bancos, que pôs em risco o «estado social» e impediu o
«investimento público». Não se pode ter tudo. Uns meses de Islândia
faziam bem aos profetas do crescimento sem dor.»
Francisco José Viegas no seu Blog a 17 de Agosto
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| Finalmente treme (e a verdade chega aos poucos...) |

Tenho este filme aqui em casa para ver.
ResponderEliminarQuanto a Viegas, o que fez na Cultura ou pela Cultura foi zero; apesar de tudo. lamento as razões da sua saída do Governo.
Out of record - ando a ler um livro que me faz lembrar, e muito, a tua escrita: "O Remorso de Baltazar Serapião", aliás um livro altamente recomendado, do Valter Hugo Mãe.
Para mim foi uma descoberta da esperança perdida - tanto que vou pela primeira ver entrar no "crowdfunding" pelos seus autores. Sobre o FJV, creio que é um caso psicossomático: quis aproximar-se pelas ideias da "ordem absoluta auto_sustentada", percebeu lá dentro como sem contar, ao menos, com o apoio da palavra, se pode asfixiar "com dor"!
ResponderEliminarQuanto ao outro senhor, o das letras minúsculas, ainda só percorri as crónicas que publica no jornal de letras (e a última tinha por título "Fiordes Islandese", também no agosto deste ano) - tenho de o experimentar!...
Out of record: obrigado por me fazeres sair desta toca!