sapientia therapy




“A sabedoria não se encontra na arte da oratória, nem nos grandes livros, mas no afastamento destas coisas sensíveis e num regresso às formas mais simples e infinitas. Vais aprender como recebê-la num templo purificado de todos os vícios e, com amor fervoroso, a apegares-te a ela até poderes prová-la e veres quão doce é. Toda ela é doçura. Uma vez que a tenhas provado, todas as coisas que agora consideras importantes parecer-te-ão vis e sentir-te-ás tão humilde que não permanecerá em ti nem arrogância, nem outro vício. Depois de teres experimentado essa sabedoria, vais aderir-lhe intimamente, com o coração casto e puro. Vais preferir abandonar este mundo e tudo o mais que não provenha desta sabedoria, e, vivendo numa felicidade indescritível, morrerás.”
Nikolaus von Kues



«Ouço professores catedráticos dizer coisas que antes ouvia dizer a abades minhotos: “Não, isso não pode ser porque isto é imoral.” Conheço os abades minhotos e conheço as pessoas que têm objecções morais a livros e a filmes. É a clássica censura religiosa sobre os comportamentos. Vemos, na universidade, um hiper-investimento na moralização, sobretudo na universidade americana. A mais letal das investidas é a investigação da biografia para fazer um juízo sobre a obra. Isso não vai deixar pedra sobre pedra. Não é preciso fazer investigações. Sabemos o suficiente sobre Chaplin e Picasso para os tirar das galerias e das cinematecas se o que estiver em causa não for a sua obra.»

Pedro Mexia em entrevista, no Público



«Where there had been swamp at the foot of the Northern Range, with mud huts with earthen walls that showed the damp halfway up ... there was now the landscape of Holland. ... Sugarcane as a crop had ceased to be important. None of the Indian villages were like villages I had known. No narrow roads; no dark, overhanging trees; no huts; no earth yards with hibiscus hedges; no ceremonial lighting of lamps, no play of shadows on the wall; no cooking of food in half-walled verandas, no leaping firelight; no flowers along gutters or ditches where frogs croaked the night away.»

in Enigma of Arrival (1987)




“Uma autobiografia pode distorcer; os factos podem ser reconfigurados. Todavia, a ficção nunca mente: ela revela o escritor totalmente.”

in “The Writer and the World: Essays” (2002)

V. S. Naipaul

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